Sociedade

105 mulheres aprendem cortes e outras artes

Alberto Quiluta

Jornalista

Um total de 105 mulheres foi graduada nos cursos de Corte e Costura e Habilidades de Negócios em empreendedorismo, desde Agosto até princípio desde mês, no município de Viana, em Luanda, no âmbito de um protocolo de cooperação entre o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e a Organização Não Governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP).

17/12/2020  Última atualização 14H20
Projecto denominado “Mulheres em Acção” é implementado pela ADPP e a Igreja Católica © Fotografia por: Alberto Quiluta| Edições Novembro
O projecto denominado Mulheres em Acção é implementado pela ADPP e a Igreja Católica, no Distrito Urbano da Estalagem, com o financiamento da ExxonMobil, Bloco 15 e a Sympany, uma organização holandesa. A secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher, Elsa Bárber, que participou, ontem, no acto de graduação das empreendedoras, disse ser um sinal de reconhecimento do esforço do sector em fortalecer e empoderar as comunidades, com vista a garantir a promoção dos direitos das mulheres e o bem-estar das famílias.

Elsa Bárber recordou que o compromisso do Governo angolano está plasmado no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2020, que tem como objectivo atingir até 2022, mais de 9 mil mulheres em todo o país.A governante acrescentou que o empoderamento da mulher e o desenvolvimento da sua autonomia financeira constitui um marco a atingir, abraçado por vários países, na medida em que a "afirmação e assunção da mulher, são peças fundamentais e incontornáveis para o desenvolvimento sustentável das nações”.

O compromisso é lutar pela participação efectiva e responsável da mulher no desenvolvimento socioeconómico, político e cultural do país, promovendo os seus direitos a todos os níveis de tomada de decisão, visando a eliminação de todo o tipo de violência.Em seu entender, a mulher angolana precisa receber plena capacitação em todas as áreas do saber, para que possa ocupar, pelo menos, 50 por cento dos cargos na função pública a todos os níveis, para que goze de paridade total.

O empenho vem reforçar à visibilidade, credibilidade e a confiança nas instituições ligadas ao apoio às populações em situação de vulnerabilidades, pois, eleva a certeza do fortalecimento de um dos sectores mais importante para o desenvolvimento do país.Para a governante, as acções transversais movidas pelos objectivos perseguidos pela ADPP, concorrem para o alcance das metas preconizadas pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, por via de políticas, programas e projectos.

O vice-governador de Luanda para o sector Político e Social, Dionísio da Fonseca, apelou às mulheres a não desistirem de lutar pelos seus sonhos, pela formação positiva das vidas nas famílias e parabenizou em nome do Governo da Província de Luanda a realização do programa de formação. 

Dionísio da Fonseca sublinhou que a iniciativa conjunta demonstra uma parceria positiva entre o Estado, representado pela Administração Municipal de Viana, a ADPP e a Igreja Católica, sendo um modelo de combate à vulnerabilidade social e à pobreza, que seguramente deve ser aprofundado e estudado na perspectiva de ser implementado em outras localidades do país.

Dionísio da Fonseca disse ser o caminho para o empoderamento das mulheres e melhoria das condições de vida das populações que vai levar a ter uma capital cada vez mais desenvolvida.A presidente do Conselho da Administração da ADPP, Rikke Viholm, parabenizou as mulheres que terminaram o curso e pediu que continuem a lutar para uma boa profissão que poderá dar um lugar na economia familiar.

"Recordo que foram umas heroínas, por serem as primeiras mulheres a produzirem as primeiras máscaras no princípio da pandemia em Luanda”, referiu Rikke Viholm, para quem a economia informal é uma economia de oportunidades para as comunidades. A responsável da ADPP recordou desde o início do projecto, em 2016, teve como objectivo abranger mulheres vulneráveis, com a realização de programas de Corte e Costura e Habilidades de negócios, em adquirem autonomia financeira, que permitiu graduar 1.121 mulheres das províncias do Bengo, Cabinda, Benguela e Luanda.

A formanda e representante das Mulheres em Acção, Benedita Vinte, disse que muitas mulheres não previam terminar o curso, mas tiveram forças em continuar e agora estão apostadas em abrir o seu próprio negócio e já sabem onde instalar o futuro atelier.Benedita Vinte, sonha também um dia empregar e ensinar as jovens do seu bairro a costurar. 

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