Opinião

A intervenção nos municípios

O Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), uma iniciativa do Executivo, visa, entre vários objectivos, proporcionar o desenvolvimento das comunidades, com obras que impactem na vida das famílias, das empresas e pessoas singulares.

16/01/2021  Última atualização 11H15
 Uma das questões fundamentais, que seria  eventualmente colocada à medida que se implementa(va) este importante programa, era, sem sombra de dúvidas, a componente da empregabilidade. Além da existência de milhares de projectos em nome do PIM um pouco por todo o país, grande parte destes em fase adiantada de execução, é fundamental que os mecanismos de acompanhamento, controlo e correcção, bem como da eventual responsabilização, sejam  devidamente accionados. Não basta fazer obras em nome do PIIM em virtude de valores disponibilizados, não raras vezes apenas e unicamente para justificar a saída de verbas, mas efectivamente executar obras cujo processo completo,  desde a concessão,  adjudicação e  materialização, sirva nos propósitos da intervenção nos municípios. 

Ainda vamos a tempo de, no processo de implementação do PIIM, engajarmos as comunidades no sentido das mesmas "terem também uma palavra a dizer” porque, afinal de contas, são as destinatárias finais das obras que se fazem nos municípios. É bom intervir num determinado município, com obras para proporcionar bem-estar e comodidade às comunidades, mas é sempre melhor e recomendável que as populações sejam engajadas para que, preferencialmente, sejam elas a direccionar ou sugerir as eventuais prioridades. Na verdade, a probabilidade de sucesso,  utilidade, satisfação e, em última análise, de preservação das estruturas erguidas nos municípios é maior e proporcional ao interesse e necessidade das comunidades. 

Embora as autoridades provinciais e municipais, fruto da sua agenda, sejam livres da materialização dos programas que julgam convenientes e oportunos para as suas comunidades, nada melhor do que executar projectos pelos quais anseiam, com sentido de urgência, as comunidades.  Em todo o caso e como já frisado, uma das realidades vitais que envolve a materialização do PIIM tem a ver com a agenda da empregabilidade, que afecta positivamente milhares de jovens um pouco por todo o país. 

Ouvir que, no âmbito do PIIM, foram já criados cerca de 23 mil empregos constitui um desenvolvimento relevante na medida em que se trata de um passo na direcção da resolução de um dos principais problemas da juventude, o desemprego. O maior segmento da população angolana, actualmente uma das mais bem preparadas gerações em termos de escolaridade, deve estar inserido, como não podia ser diferente, em todos os projectos ligados à criação de novos postos de trabalho. 

É expectativa de milhares de famílias que, com as iniciativas do PIIM, sejam acauteladas, a  nível nacional, a participação dos jovens em empregos directos e indirectos nas áreas como a agricultura,  ambiente,  educação, saúde, vias de comunicação, energia, água, segurança e ordem pública, apenas para mencionar estas. Esperemos que as fases de execução, os processos de monitoria, correcção e prazos dos projectos estejam em consonância com todos os propósitos que estiveram na base da criação do PIIM. 

Editorial

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