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ACNUR: Governo estima que existem cerca de 56 mil refugiados no país

O Executivo estima que o país tenha cerca de 56 mil refugiados e requerentes de asilo a residir em Angola, dos quais 89% de diversas nacionalidades vivem no contexto urbano, enquanto 11% estão acolhidos no assentamento de refugiados do Lóvua, na Lunda-Norte.

11/06/2021  Última atualização 04H25
Assentamento do Lóvua, na Lunda-Norte © Fotografia por: DR

Os dados contam de um comunicado divulgado nesta quinta-feira (10), pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), no âmbito celebrações do "Dia Mundial do Refugiado em Angola" que se assinala a 20 de Junho, numa agenda com parceiros.


"O poder da inclusão” é o tema da acção global em prol das pessoas refugiadas e requerentes de asilo em 2021, numa agenda de celebrações conjunta com outros parceiros.


"É necessário buscar um mundo cada vez mais inclusivo, no qual ninguém seja deixado para trás. Esta é a ideia central das celebrações do Dia Mundial do Refugiado neste ano", defende a ACNUR, reforçando a mensagem de que refugiados podem e querem contribuir na sociedade que os acolhe", defende a ACNUR.


Assim como no ano passado, diz a ACNUR, as celebrações para o Dia Mundial do Refugiado sofreram adaptações em virtude da pandemia e a necessidade de se respeitar as regras de prevenção.


"Os eventos presenciais terão o número reduzido de pessoas e obedecerão rigidamente às medidas de biossegurança estabelecidas pelo governo, enquanto transmissões virtuais serão também organizadas simultaneamente para assegurar a participação de todos interessados", sublinha a nota.


Lunda-Norte encerra actividades


O Assentamento do Lóvua, na Lunda-Norte onde estão abrigados cerca de seis mil refugiados provenientes da RDC, vai acolher entre os dias 14 a 18 de Junho, um torneio de futebol feminino e masculino.


No dia 21 de Junho, as comemorações serão encerradas com um grande evento animado por apresentações de teatro e dança, realizadas pelos próprios refugiados.


As celebrações no país, serão marcadas com actividades artísticas, desportivas e culturais com a população refugiada, formações para jornalistas, parceiros da sociedade civil e do governo, bem como um evento especial para a divulgação das tendências sobre o deslocamento forçado no mundo e a avaliação da situação da população refugiada em Angola.

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