Sociedade

Alunos do ensino primário vão beneficiar de tabletes

Os alunos do ensino primário das zonas mais recônditas do país vão beneficiar, dentro de alguns meses, de smart phones e computadores, contendo matérias escolares, para facilitar o ensino semi-presencial que tem vindo a ser implementado devido à pandemia da Covid-19, garantiu, ontem, em Luanda, a ministra da Educação.

22/01/2021  Última atualização 11H25
Ministra da Educação esteve ontem na fábrica Afrione para constatar o funcionamento © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
Luísa Grilo prestou a informação durante a visita que efectuou à fábrica de telefones, tabletes e computadores "Afrione”, localizada na Zona Económica Especial/Luanda-Bengo, município de Viana, no âmbito de uma parceria que as duas instituições pretendem estabelecer.

Segundo a governante, tão logo a parceria seja estabelecida com a empresa "Afrione”, a mesma vai poder fornecer os tabletes, telefones e computadores que vão ajudar na massificação da escola virtual, bem como providenciar equipamentos de acesso à Internet aos alunos com menos possibilidades financeiras. Questionada sobre o número de alunos que vão poder beneficiar deste projecto, numa primeira fase, Luísa Grilo disse que a iniciativa tem custos. Referiu  que o Governo angolano terá que disponibilizar recursos, e em função destes recursos e os preços que forem acertados, entre as duas instituições, é que  se vai estipular o número real de alunos a contemplar.

A responsável do sector da Educação garante que, numa primeira fase, vão ser apoiados os alunos do ensino primário  que vivem em zonas mais recônditas do país, devendo a mesma empresa ajudar na resolução do problema da Internet e fazer chegar as aulas o mais distante possível.De acordo com Luísa Grilo, depois da assinatura do protocolo, a "Afrione” vai apoiar também na formação prática dos estudantes do Ensino Técnico Profissional, com particular realce para o curso de Telecomunicações. Segundo a  ministra, a "Afrione” está disponível para trabalhar com o Ministério da Educação no que toca à revisão dos vários laboratórios de ensino tecnológico."Ficamos muito felizes em saber que trabalham na empresa Afrione mais de 100 jovens angolanos, entre engenheiros e técnicos de telecomunicações e que, por meio desse emprego, estão a conseguir sustentar as suas famílias”, sublinhou Luísa Grilo.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Afrione, Mahesh Nair, disse que o principal objectivo da instituição é ajudar o Governo angolano a melhorar o programa de ensino à distância, permitindo que os estudantes continuem a ter aulas sem sair de casa.Mahesh Nair salientou que outro grande objectivo da "Afrione” é diminuir o nível de importação de Angola, produzindo localmente bens de consumo electrónico. "Desta forma vai empoderar a juventude, dar treinos para que continuem a trabalhar na Afrione e também estarem bem preparados para que, no futuro, possam concorrer para outras vagas de trabalho dentro e fora do país”, disse o PCA da "Afrione”.

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