Desporto

Artur, reacção e promessas

Este ano de 2020, seguramente sairá a feição para Artur Almeida pelo facto de ter sido eleito, pela segunda vez, presidente de direcção da Federação Angolana de Futebol, desta feita para o quadriénio 2020/2014.

21/11/2020  Última atualização 13H55
Artur Almeida eleito pela segunda vez © Fotografia por: Edições Novembro
Artur Almeida, que se dizia estar na berlinda, por supostos "escândalos” que, alegadamente, teriam abalado a sua "administração”, está, a esta hora, a esfregar as mãos de contente e - até vermos, porque há recursos em curso - os seus concorrentes a  verem-no a implodir de alegria e lançar já lábia de bem fazer as coisas de 2020 a 2024.Artur Almeida, na sua reacção, deu a entender que, daqui para frente, terá um desempenho para recuperar a simpatia que granjeara quando, pela primeira vez, "escancarou” as portas da federação e, assim, arranjar todos os bálsamos para que o futebol angolano entre nos carris.É uma promessa pública da qual vai se cobrar resultados dentro de quatro anos, ou antes, de ano a ano.

Mesmo que não esteja a contar, pois, tinha sido uma projecção do mandato que está a terminar, já se cobra o desfecho desta corrida ao CAN dos Camarões, que hoje por hoje, quase se torna miragem.Não pode ser de outra forma a cobrança, porque a "desdita” protagonizada pelos Palancas Negras, na terça-feira, diante da RDC, está, em parte, a ser atribuída, também, ao técnico que Artur Almeida ajudou a contratar por bons cifrões.Ou seja, agora, como presidente (re)eleito, ao falar de medidas eficazes que tornarão o "sistema nacional angolano” mais robusto, é por este e outros factos que, para muito boa gente, Artur Almeida não pode ser tido e consagrado como um "vencedor surpresa”.

Só faz tais promessas quem já esteve no leme, quem aprendeu com os erros, quem, enfim, até já prometeu uma gestão financeira mais transparente, incluindo a vontade de tornar públicos os pagamentos que fizer aos agentes vários da modalidade.E mais: quem foi que durante a campanha vincou a determinação de punir clubes, treinadores, árbitros, dirigentes, jogadores que falharem.

Tudo isso é promessa pública, a ser cobrada. Aos seus detractores, resta a curiosidade de saber, e ver, quantas medidas serão aprovadas; quantos eventuais escândalos mais vão desembocar em águas de bacalhau, sem que haja sancionamento.Não sei se pode ser já considerado o primeiro estorvo de tudo sonhado por Artur Almeida, para até 2024, mas acho que o "enguiço” de suspensão ditado pelo Tribunal Provincial de Luanda, que, digamos assim, validou a providência cautelar interposta pelos concorrentes que baquearam nas eleições - nomeadamente Nando Jordão e Norberto de Castro, já vai dar que falar.

E, depois, restará ainda saber qual será a decisão da Federação Internacional de Futebol Associado quanto à "queixa”, se assim também posso qualificar, avançada por Tony Estraga, para "estragarem” a festa cantada, em primeira instância, por Artur Almeida & Companhia.Se nada disso der torto...quatro anos passam rápido!

António Félix

Jornalista

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