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Ataque armado causam milhares de deslocados no Burkina Faso

Cerca de sete mil famílias fugiram das suas casas depois do ataque à aldeia de Solhan, no Nordeste do Burkina Faso, que matou, oficialmente, 132 pessoas, anunciou, ontem, o Governo burkinabe.

11/06/2021  Última atualização 05H25
© Fotografia por: DR
"Notámos que há mais de sete mil famílias que foram deportadas para Sabba”, a capital da província de Yagha, localizada a cerca de 15 quilómetros de Solhan, afirmou o Primeiro-Ministro do Burkina Faso, Christophe Dabiré, que visitou ontem o local. Citado pela AFP, o chefe do Governo acrescentou que já foram tomadas as disposições para proporcionar a estes deslocados "um mínimo   de conforto, alojamento e comida”.


Ontem, o porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, afirmou, em Genebra, que cerca de 3.300 pessoas foram forçadas a fugir após o ataque a Solhan, incluindo mais de 2 mil crianças e de 500 mulheres. Estas pessoas "chegaram com poucos ou nenhuns bens” e a maioria tem sido "generosamente acolhida por famílias locais, que partilham o pouco que têm”, referiu então. O porta-voz afirmou que o ACNUR e organizações parceiras no terreno, em colaboração com as autoridades locais, estão a criar 200 abrigos e a prestar assistência aos deslocados, mas "são necessários mais recursos para aumentar a assistência”.

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