Mundo

Aung San Kyi alvo de novos processos

A dirigente de Myanmar Aung San Suu Kyi, afastada pelo golpe de Estado militar de 1 de Fevereiro, foi acusada de duas novas infracções anunciaram, ontem, os advogados de defesa.

02/03/2021  Última atualização 12H35
© Fotografia por: DR
SuuKyi está a ser processada por ter violado uma lei sobre telecomunicações e por "incitamento à desordem pública", disse o advogado NayTu.
A dirigente da Liga Nacional para a Democracia e Chefe do Executivo da antiga Birmânia detida em regime de prisão domiciliária já tinha sido processada por se encontrar na posse de dois rádios telefone obtidos "sem respeitar as ordens de restrição a medidas impostas contra a pandemia da Covid-19"

 Junta Militar anula
resultados eleitorais

A nova Comissão Eleitoral de Myanmar, nomeada pela Junta Militar responsável pelo golpe de Estado, invalidou os resultados das eleições legislativas realizadas em Novembro passado, ganhas pelo partido da líder Aung San Suu Kyi.
O presidente da Comissão Eleitoral renovada, Thein Soe, declarou, durante uma reunião com representantes políticos em Naipyidó, capital do país, que os resultados eleitorais estão oficialmente "anulados", segundo o jornal local "The Irrawaddy".

As alegadas irregularidades nas eleições deram uma vitória por maioria absoluta ao partido de Suu Kyi, com 83 por cento, e foi o motivo alegado pela Junta Militar para levar a cabo o golpe a 1 de Fevereiro.
O primeiro a denunciar a fraude foi o Partido da União para o Desenvolvimento e Solidariedade (USDP), formação criada pela anterior Junta Militar antes de ser dissolvida.

Nenhum dos observadores internacionais que monitorizaram o processo validou as acusações de fraude dos militares.
Desde então, milhares de pessoas têm-se manifestado contra o golpe militar, sobretudo na capital económica, Rangum, e em Mandalay, a segunda maior cidade do país, e dezenas de pessoas já morreram nos protestos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo

Opinião

Política