Economia

Banca próxima da meta do crédito à produção nacional

O volume de empréstimos concedido pela banca, ao abrigo do Aviso 10/2020, ascendeu, em Janeiro, a 184,22 mil milhões de kwanzas, o que representa 93,42 por cento do total de 197,20 mil milhões preconizado até Abril deste ano pelo BNA.

25/02/2021  Última atualização 17H00
Banco Nacional de Angola © Fotografia por: DR
A informação foi divulgada na página electrónica do Banco Nacional de Angola (BNA) que, ontem, publicou números da evolução do crédito emanado pelo Aviso emitido em Abril do ano passado a sujeitar os operadores bancários a emprestarem 2,5 por cento do activo líquido a favor de projectos ligados à produção nacional.

Em Abril,  declara o comunicado em que estes dados são divulgados, foram desembolsados oito novos créditos,  avaliados em 41,22 mil milhões de kwanzas, um acréscimo de 28,83 por cento sobre o valor contado até ao mês de Dezembro.

De acordo com o documento,  no primeiro mês de 2021, ficaram pendentes 65 solicitações de crédito, que representam 133,37 mil milhões de kwanzas, sendo que, naquele mês, registaram -se nove novos pedidos pendentes,  avaliados em 17,73 mil milhões de kwanzas.
No cômputo geral,  100 créditos foram desembolsados ao abrigo do Aviso 10/2020, envolvendo os bancos de Fomento Angola (BFA), Standard Bank Angola (SBA), Negócios Internacional (BNI), Keve e Yetu.

Contam -se, ainda, os bancos de Investimento Rural (BIR), Caixa Geral de Angola (BCGA), Finibanco (FNB), Valor (BVB) e BAI Microfinanças.
Apesar destes bancos terem cumprido este primeiro requisito, nota o comunicado, continua por observar o igualmente estabelecido no Aviso nº 10/20, sobre um número mínimo de 20 projectos a financiar.

O Aviso 10/2020, consagrado à "Concessão de crédito ao sector real da economia”, viabiliza empréstimos a projectos de produção de bens essenciais que apresentam défices de oferta, a matéria-prima e o investimento necessário, incluindo a aquisição de tecnologia, máquinas e equipamentos, no contexto da crise criada pela pandemia da Covid-19.

O documento reforça o mínimo a emprestar, de 2,0 por cento do total do activo, que chegou a estar previsto no Aviso 4/19, de 2 de Abril, assim como o universo das actividades elegíveis a esses financiamentos. Os encargos máximos a cobrar pelos bancos no quadro do crédito concedido ao abrigo do Aviso são de 7,5 por cento ao ano, incluindo juros e comissões.

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