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Biden vai dialogar com amigos e rivais

O Presidente dos EUA, Joe Biden, chegou, ontem, à Cornualha, Sudoeste da Inglaterra, marcando o início do périplo pela Europa, onde começará a reunir-se com aliados ocidentais e terminará na velha rival Rússia.

09/06/2021  Última atualização 19H25
Joe Biden está em digressão © Fotografia por: DR
"Neste momento de incerteza global, enquanto o mundo ainda luta com uma pandemia que ocorre uma vez a cada século, esta viagem servirá para perceber o compromisso renovado da América com os nossos aliados e para provar a capacidade das democracias enfrentarem os desafios e deterem as ameaças desta nova era”, escreveu Biden sobre a sua digressão, num artigo de opinião  publicado no jornal The Washington Post.

Aproveitando a estadia  em Bruxelas, para essa Cimeira do G7, o Presidente dos EUA terá uma conversa privada com o homólogo turco, Recep Erdogan, líder de um país que também pertence à NATO, mas que não tem escondido fortes divergências com Washington, nomeadamente quando se encosta a Moscovo para negócios de armas que preocupam os aliados atlânticos.

Em Bruxelas, Biden vai insistir numa tecla que foi muitas vezes tocada pelo seu antecessor, Donald Trump, pedindo aos aliados para investirem mais em defesa, seguindo a linha do que já vinha dizendo quando ainda era vice-Presidente de Barack Obama, mas suavizando a mensagem com a promessa de que os EUA estão empenhados em realçar o artigo cinco do tratado, que obriga todos os membros a sair em defesa de um deles, sempre que este esteja ameaçado.

A NATO será um bom palco para Biden ensaiar o discurso da necessidade de união perante as crescentes ameaças da China e da Rússia e lembrando que essa coesão não pode ser posta em causa por atitudes como as da Turquia.

"As portas têm dois lados, mas abrem e encerram com uma mesma fechadura”, disse Biden, numa recente entrevista, defendendo que mesmo os fóruns de parceiros devem ser lugares de cautela e desconfiança política, onde as soluções devem ser sempre partilhadas.

Logo a seguir à cimeira da NATO, e sem sair de Bruxelas, no início da próxima semana, Biden reúne-se com os líderes da União Europeia (UE), naquele que parece ser o menos relevante dos pontos da agenda da digressão presidencial, se confiarmos na atenção dada pelos media norte-americanos nos dias que antecedem a viagem.

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