Política

Bienal reforça debate sobre investimentos

A II edição do Fórum Pan-Africano para Cultura da Paz (Bienal de Luanda) vai permitir “reforçar a reflexão de que só num clima de paz efectiva e duradoura no continente africano haverá condições indispensáveis para atrair o investimento priva-do e estrangeiro para a sua industrialização.”

07/04/2021  Última atualização 08H30
Secretário de Estado para a Cooperação Internacional © Fotografia por: João Gomes |Edições Novembro
A constatação é do secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, que falava ontem, em Luanda, na abertura de um encontro virtual sobre "O papel da diplomacia angolana na promoção da cultura de paz em África”.

Domingos Vieira Lopes acrescentou que a II edição da Bienal de Luanda, prevista para Outubro deste ano, na capital do país, acontece num contexto desafiante e de plena pandemia. Ainda assim, o responsável garantiu que o encontro vai reflectir sobre a necessidade de acrescentar valor aos principais produtos de exportação do continente em prol do desenvolvimento económico-social.

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas apelou à participação dos demais Estados-membros da União Africana (UA) e parceiros no acto central do fórum no sentido de "juntos aprofundar o conhecimento das diferentes realidades africanas, bem como incentivar os vários actores continentais sobre a cultura da construção e preservação da paz.”
"Esta é a única maneira de promovermos, com sustentabilidade, a transformação das nossas economias que tornará o nosso continente num espaço emergente, alinhando à Agenda 2063 sobre a África que queremos”, advertiu o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas.

O coordenador internacional da Bienal de Luanda, Vicenzo Fazzino, que também esteve presente no acto, reconheceu o esforço do Governo angolano aquando da realização da I edição da Bienal de Luanda.
"O Governo de Angola fez um grande investimento na primeira edição, acreditando que uma cultura de paz é a única maneira para sair dos conflitos. As lições aprendidas durante a primeira edição foram muito importantes para criar condições e garantir uma maior participação das comunidades dos países africanos e não só”, acrescentou.

 O objectivo principal do encontro virtual de ontem foi reflectir sobre a experiência adquirida através do processo de paz e reconciliação nacional em Angola, bem como partilhar ideias sobre a melhor maneira de contribuir, enquanto mensageiros da paz, durante a II edição da Bienal de Luanda, para a criação de uma dinâmica favorável ao silenciar das armas em África.
A I edição do Fórum Pan-Africano para Cultura da Paz foi realizada na capital do país, em Setembro de 2019, em parceria com a União Africana e a UNESCO.

Yara Simão

Jornalista

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