Economia

BNA promete estabilizar a taxa e câmbio este ano

O Banco Nacional de Angola (BNA) prometeu a um grupo de representantes da Associação Industrial de Angola (AIA) que reforça, este ano, a aplicação de medidas para estabilizar o câmbio, bem como para viabilizar o acesso ao crédito junto dos bancos comerciais.

17/01/2021  Última atualização 08H25
© Fotografia por: DR
As garantias foram proferidas pelo governador do BNA, José de Lima Massano, numa videoconferência realizada quinta-feira com perto de uma centena de representantes da AIA liderados por José Severino, o presidente da agremiação empresarial, que, sexta-feira, forneceu estas informações ao Jornal de Angola.

As acções em prol da taxa de câmbio e do acesso ao crédito foram anunciadas em resposta a preocupações apresentadas por representantes da AIA que reclamaram da perda de liquidez na execução de projectos de médio prazo, assim como do excesso de burocracia no acesso ao crédito.

Na reunião, a evolução económica do ano em curso foi analisada na perspectiva do controlo da pandemia da Covid-19 dada pelo aparecimento de vacinas, o que se considera que permite vislumbrar uma etapa mais prolífica da economia, da qual já houve indicadores na última campanha agrícola, quando se estima que a produção tenha registado um relativo crescimento.

O presidente da AIA informou que o encontro também serviu para debater questões relativas à restrição das importações em que há capacidade produtiva no país, tendo os associados defendido a necessidade de que estas barreiras se deviam estender  a produtos industriais e serviços que podem ser prestados por empresas nacionais caso haja maior incentivo.

José Severino disse ter defendido uma estratégia angolana de aumento da capacidade de produção assente no reforço das relações económicas com os países da região, em particular a República Democrática do Congo, com uma população estimada em mais de 80 milhões de habitantes e um potencial mercado de escoamento da produção nacional.
A recessão e a queda do Produto Interno Bruto nos últimos cinco anos foram alguns dos temas de análise que suscitaram intervenções de representantes do BNA, banca comercial e da AIA.

Hélder Jeremias

Jornalista

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