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Boris Johnson anuncia inquérito sobre gestão da pandemia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou esta quarta-feira (12), que um inquérito público "completo e independente" sobre como o Governo geriu as questões relacionadas com a pandemia da Covid-19 vai começar no próximo ano.

12/05/2021  Última atualização 14H22
© Fotografia por: DR

Reconhecendo o impacto da pandemia no país, Johnson disse que "o Estado tem a obrigação de examinar as suas acções da forma mais rigorosa e honesta possível e de aprender todas as lições para o futuro".

Os responsáveis pelo inquérito, que não foram ainda nomeados, terão plenos poderes para consultar documentos oficiais e pedir testemunhos orais sob juramento, colocando "as acções do Estado sob o microscópio".

O primeiro-ministro disse que ainda existe o risco de novas variantes do coronavírus mais transmissíveis e resistentes às vacinas causarem uma nova vaga de casos com o "potencial de causar um sofrimento ainda maior do que sofremos em Janeiro".

"Há uma grande probabilidade de um pico neste inverno, quando o clima ajuda na transmissão de todas as doenças respiratórias. Portanto, espero que o momento certo para o início do inquérito seja no final deste período, na primavera do próximo ano, primavera de 2022", defendeu. 

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, urgiu um início "o mais cedo possível", eventualmente ainda este ano. 

Um grupo de familiares de vítimas da doença tem feito pressão desde o verão passado para ser aberto um inquérito independente urgente sobre a pandemia, cujas lições poderão ser "fundamentais para salvar vidas agora e no futuro".

Um inquérito público ordenado pelo Governo é normalmente conduzido por um juiz e inclui testemunhas representadas por advogados, podendo os trabalhos prolongar-se durante meses ou até anos. 

O inquérito de John Chilcott sobre a decisão de o Reino Unido participar na guerra no Iraque, por exemplo, começou em 2009, mas o relatório só foi publicado em 2016.

O Reino Unido é o país europeu com o maior número de mortes de covid-19 desde o início da pandemia, 127.629 óbitos registados até terça-feira, mas o balanço sobe para 151.765 óbitos se forem somados os casos cujas certidões de óbito fazem referência ao novo coronavírus como factor contributivo.

 

 

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