Coronavírus

Brasil vive “tragédia” com nova vaga da pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, sexta-feira, que o Brasil vive uma "tragédia" devido à nova vaga da pandemia que enfrenta e elogiou as medidas restritivas impostas por Governos estaduais.

28/02/2021  Última atualização 13H32
O Brasil tem em média mais de mil mortes por dia © Fotografia por: DR
"Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja a enfrentar isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar", disse à imprensa o director do programa de emergências sanitárias da OMS, Mike Ryan.
O director frisou que "não houve um ponto do país que não tenha sido afectado de forma grave pela pandemia", mas elogiou as acções das autoridades regionais para tentar travar a disseminação do novo coronavírus.

"O Brasil é muito capaz e tem muitas instituições científicas e de saúde pública fantásticas. Acho que o país sabe o que fazer e muitos Estados estão a tentar aplicar as melhores medidas. Não é simples. Não é fácil", acrescentou Ryan.
O Brasil, um dos países mais atingidos pela crise de saúde e que acumula cerca de 252.835 mortes e 10,4 milhões de infecções um ano após o registo do primeiro caso da doença, enfrenta actualmente um nova vaga da pandemia, mais contagiosa e mortal do que a primeira.

Nas últimas 24 horas, o Brasil somou 1.337 novas mortes devido à Covid-19, elevando a média de óbitos nos últimos 14 dias a 1.100 por dia, o maior nível desde a chegada da pandemia ao país. Também a média dos últimos sete dias subiu para 1.153, também a maior até agora e 9,3% superior à registada há exactamente um mês (média de 1.055 mortes diárias em 26 de Janeiro).
Além do agravamento da Covid-19, que levou ao colapso de vários hospitais, estão ainda em circulação no país novas estirpes do novo coronavírus, inclusive a P.1, detectada no Estado do Amazonas e até três vezes mais contagiosa do que a original.

Mike Ryan ressaltou que ainda que não está claro se a variante do coronavírus encontrada no Brasil pode estar relacionada com o elevado número de casos, mas afirmou que em todas as estirpes de Covid-19 provou-se terem êxito as medidas de controlo de saúde mais difundidas, como distanciamento físico, máscara, higiene das mãos, entre outras.
Face ao recrudescimento da pandemia no Brasil, nos último dias, vários Governos estaduais e municipais adoptaram medidas mais severas, como toques de recolher nocturnos e confinamentos, para evitar aglomerações e o colapso de hospitais.

A nação sul-americana confia na sua campanha nacional de imunização, iniciada em meados de Janeiro, para controlar a segunda vaga da pandemia que atinge o país, apesar dos vários entraves que enfrenta, como a escassez de vacinas e das dificuldades nas negociações para aquisição de novas doses.

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