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Cartas dos Leitores

A reabilitação de escolas e a autonomia das suas direcções Vai terminar o ano lectivo e era bom que logo que as aulas terminassem as autoridades se empenhassem, no período de férias dos alunos, em reabilitar estabelecimentos escolares. Sabe-se que há escolas do ensino primário e secundário com infra-estruturas que precisam de ser reabilitadas. É, quanto a mim, necessário olhar particularmente para as condições das casas de banho das escolas do Estado.

09/06/2021  Última atualização 10H06
Eu tirei os meus filhos de escolas do Estado porque não ofereciam condições em termos de salvaguarda da sua saúde. Preferi pô-los num colégio privado para que pudessem estudar em boas condições de higiene. Penso entretanto que o Estado, com o dinheiro que tem, pode fazer o mesmo que muitos colégios privados fazem, em termos de condições de higiene. Será que os colégios todos juntos têm mais dinheiro que o Estado? A Coreia do Sul é hoje um país industrializado com uma elevada qualidade de vida, porque investiu imenso na educação.

Li certa vez um artigo que dizia que os alunos do ensino básico na Coreia do Sul entravam na escola de manhã e só saíam ao fim da tarde. Estudavam, comiam na escola e só ao fim da tarde é que os pais viam os seus filhos estudantes. Era bom conhecer a experiência de países que foram subdesenvolvidos e que agora estão industrializados e que têm técnicos altamente qualificados.


É bom aprender com países que passaram pelos problemas que hoje vivemos. A propósito das escolas, é, em minha opinião, urgente que se comece a pensar na autonomia financeira das direcções das escolas. Um director de uma escola do Estado deve poder comprar uma lâmpada ou combustível para o gerador, sem ter de recorrer a órgãos centrais. Qual é a dificuldade de as direcções de escolas do ensino básico poderem movimentar contas para resolver pequenos problemas, como comprar detergentes e outros materiais gastáveis para a limpeza dos seus estabelecimentos escolares. Por que razão há pessoas que acham que devem concentrar tudo em suas mãos, não resolvendo muitas vezes problema algum, com prejuízos para os estudantes das escolas do Estado?


Os estudantes das escolas do Estado têm também o direito de estudar em locais saudáveis. Se há dinheiro, que este sirva a comunidade estudantil. É preciso que as direcções das escolas possam ter a possibilidade de resolver, elas próprias, os problemas dos estabelecimentos que dirigem, porque elas os conhecem bem. O importante é que haja um bom sistema de fiscalização para se saber se os dinheiros são bem gastos.

Leopoldina do Nascimento|Bairro Vila Alice

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