Sociedade

Cerca de 3.000 angolanos sofrem com doença rara

Edna Mussalo

Jornalista

Setenta e oito hemofílicos são seguidos no Hospital Pediátrico David Bernardino (HPDB), estimando-se existir cerca de 3.000 pessoas com a referida doença no país, avançou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Área Hospitalar.

18/04/2021  Última atualização 19H11
© Fotografia por: DR
Leonardo Inocêncio, que falava em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, assinalado ontem, referiu que os doentes cadastrados são assistidos no Centro de Atendimento ao Doente Anémico (CADA).
O responsável adiantou que a hemofilia é uma doença hereditária, que se manifesta no sexo masculino, com os pacientes a apresentarem deficiência de factores que permitem a constituição de coágulos sanguíneo que actuam no estanque da perda de sangue.  

O secretário de Estado frisou que dos doentes hemofílicos seguidos no HPDB existem os do tipo A e B, com idades compreendidas entre um e 49 anos, sendo que mais de 50 por cento apresentam complicações musculares.
Leonardo Inocêncio referiu que nos doentes hemofílicos as manifestação hemorrágicas ocorrem sobretudo sob forma de hematomas musculares, sublinhando que são afectadas com mais frequência as articulações do joelho, tornozelo, cotovelo e ombro, sendo uma condição crónica que incapacita as pessoas, mudando o seu estilo de vida. 

Segundo o secretário de Estado, o Ministério da Saúde prevê a descentralização dos pacientes, tendo em conta a construção do Instituto Hematológico Pediátrico de Luanda, bem como a formação de profissionais, como psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas, de forma a conferir maior dignidade e melhoria no atendimento ao paciente hemofílico.  
O presidente da Liga dos Amigos de Doentes Hematológicos de Angola (LADHA), José António, disse estarem em curso acções que visam fazer com que a doença deixe de ser desconhecida em Angola e que a população saiba como prevení-la.

O responsável apresenta como conquistas a inserção de Angola na Federação Mundial de Hemofilia (WFH), que constitui benefício na aquisição e compra de vacinas de factor de coagulação, imprescindíveis no tratamento do hemofílico.  

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