Sociedade

Chuva mata 70 pessoas na província do Huambo

Setenta pessoas morreram e 57 outras ficaram feridas na província do Huambo, em consequência das fortes chuvas que se abateram na região, entre Setembro e Dezembro de 2020, deu a conhecer o segundo comandante para a área de Gestão dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros naquela região, Manuel Camalanda.

16/01/2021  Última atualização 19H05
© Fotografia por: DR
Os dados foram avançados durante a primeira reunião de balanço da Comissão de Protecção Civil e Bombeiros. O oficial esclareceu que, neste período, as chuvas intensas acompanhadas de raios afectou 312 famílias e causou danos materiais avultados, com destruição de 24 residências, nove escolas, dez igrejas, dois centros médicos e 190 placas de painéis de energia  solar.

Foram ainda destruídos um posto policial, uma ponte, além de causar a morte de 44 cabeças de gado e ter provocado o surgimento de 37 ravinas, com progressão acelerada. Um total de 1.342 residências estão em eminência de desabamento, colocando em risco cerca de 6. 710 pessoas.
A província do Huambo, realçou, é susceptível, por esta altura do ano, a ocorrências de fortes quedas pluviométricas, que têm causado, em muitos casos, danos às construções em zonas de riscos e às ligações anárquicas de cabos de energia, o que tem causado inúmeras perdas humanas e materiais.

A coordenadora provincial da Comissão de Protecção Civil e Bombeiros, e governadora  do Huambo, Lotti Nolika, apontou, no decorrer dos trabalhos, a necessidade de se adaptar "a dinâmica social, com finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a quaisquer  situações de acidentes graves ou catástrofes.
Lotti Nolika realçou o papel  dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros e disse que o compromisso do Governo Provincial é de continuar a prestar maior atenção a este órgão do Ministério do Interior.

"Penso que só assim será possível proteger os bens, socorrer as pessoas, os valores culturais, ambientais e outros de interesse público. É importante que se faça  um trabalho mais próximo das comunidades”, precisou, para quem o trabalho deste órgão deve ser de carácter permanente e multidisciplinar, por ser objecto do escrutínio da sociedade.
A governadora exortou às populações no sentido de evitar abrigarem-se próximo dos cabos eléctricos e debaixo das árvores, enquanto estiver a chover. "Os adultos devem evitar que as crianças frequentem ou se aproximem das valas de drenagem. É importante que plantem árvores em zonas de risco, para estancar as ravinas”.

Justino Victorino / Huambo

Jornalista

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