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Colheita de milho, feijão e hortícolas comprometida por falta de chuva

A falta de chuva, que se regista há vários meses na província do Huambo, pode comprometer a produção de milho, feijão, hortícolas, entre outros produtos plantados nesta temporada agrícola em terrenos de extrema elevação, onde não se consegue implantar o sistema de irrigação.

26/01/2021  Última atualização 20H23
Huambo é uma das regiões do país potencialmente agrícola que se destaca na produção de hortícolas e outros produtos que não resistem à falta de chuva © Fotografia por: Francisco Lopes | Edições Novembro | Huambo
O camponês Martins Mbalaka, residente na comuna da Chipipa, município no Huambo, disse, ao Jornal de Angola, caso não chover nos próximos dias a colheita nesta época será irrisória para as necessidades da população.
A escassez de chuva tem obrigado os camponeses a cultivarem em zonas baixas de rios para aproveitarem a humidade.

Nesta altura, a aposta tem sido no cultivo de batata-doce, batata-rena e hortícolas, produtos que resistem à estiagem. "Como estamos a atravessar uma fase delicada a alternativa é apostar no cultivo de produtos que resistem sem água constantemente, bastando o terreno ser húmido”, disse Martins Mbalaka.

Arlete Nonjamba, proprietária de uma parcela com dois hectares, na aldeia de Chikaka, comuna do Belo Horizonte, município do Bailundo, lamentou por perder a plantação de tomate, feijão e milho por falta de chuva. "Depois do prejuízo que tive agora tenho de encontrar soluções procurando plantar produtos que sobrevivem à seca”, frisou a agricultora.
Prejuízos enormes

O responsável da União Nacional dos Camponeses (UNACA) no Huambo, Abílio Ukuasapi, disse que os filiados da instituição que dirige apostaram nesta temporada no cultivo de milho e feijão, "mas a falta da chuva vai impedi-los de colher as quantidades que previam”, pelo que terão enormes prejuízos.

"A produção agrícola na província do Huambo é sustentada pela agricultura familiar, isso quer dizer que grande parte da população no interior sobrevive da agricultura, e quando não chove não há produção e, consequentemente, os habitantes locais passam fome ”, disse.

"Apesar da falta de chuva”, acrescentou o responsável "os camponeses têm de estar preparados para cultivarem, pois, a partir de Fevereiro terão de voltar a plantar milho, mandioca, batata-rena e doce, culturas que mais resistem sem chuvas constantes.
A União dos Camponeses na província controla 225 cooperativas e 975 associações de camponeses.

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