Política

Congo e RDC confirmam presença na Bienal da Paz

O Congo e a República Democrática do Congo (RDC) confirmaram, terça-feira, a participação, ao mais alto nível, na II Bienal da Paz de Luanda, a decorrer de 4 a 8 de Outubro deste ano, e com delegações representativas da arte, cultura e património dos seus países.

10/06/2021  Última atualização 05H55
Ministra de Estado Carolina Cerqueira entrega mensagem ao Presidente Denis Sassou Nguesso © Fotografia por: DR
Na terça-feira, o Presidente João Lourenço convidou os homólogos da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, e da República Democrática do Congo (RDC), Felix Tshisekedi, para participarem na II Bienal da Paz de Luanda.

Os convites foram entregues, terça-feira, pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, que se deslocou a Brazzaville e Kinshasa para este propósito. A Bienal de Luanda é uma acção conjunta entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), União Africana e o Governo angolano.

Segundo Carolina Cerqueira, com o evento, pretende-se criar uma plataforma de entendimento, discussão e diálogo entre os povos do continente africano em busca da paz, justiça social e desenvolvimento sustentável.

Carolina Cerqueira destacou o facto de o encontro acontecer no ano em que a União Africana elegeu o tema "arte, cultura e património". "Pensamos ser um privilégio e grande honra que o Presidente da RDC tenha aceite o convite e confirmado que vai participar na Bienal de Luanda", sublinhou, depois de ter sido recebida por Felix Tshisekedi.


Troca de experiências

A ministra de Estado para Área Social informou que a II Bienal da Paz de Luanda servirá para a troca de experiência entre os países do continente sobre a resolução de conflitos.
"A paz faz-se através de pontes e laços  sólidos. Pensamos que a representatividade das mulheres, dos jovens, das elites, sociedade civil, religiosos e dos intelectuais será uma grande oportunidade para trocar experiências, pensamentos e acções a favor da paz", disse.


Segundo Carolina Cerqueira, tais acções serão feitas através de iniciativas que possam levar à união dos povos africanos, pensando numa cultura de paz. "Vamos relevar a paz, para a justiça social, desenvolvimento sustentável e prosperidade dos povos africanos", adiantou a ministra, referindo-se, ainda, à Bienal de Luanda.


Relações com o Congo


Além do convite para participar na II Bienal da Paz de Luanda, a mensagem do Presidente João Lourenço ao homólogo do Congo, Dennis Sassou Nguesso, serviu, igualmente, para reafirmar as "boas relações" entre os dois países, informou a ministra de Estado para a Área Social. Na audiência, Carolina Cerqueira fez uma informação ao Chefe de Estado congolês  sobre os preparativos e a organização da Bienal de Luanda.


"Aproveitamos para convidar Sua Excelência o Presidente do Congo para estar presente (no encontro) com uma grande delegação que possa reflectir a óptima relação de amizade, irmandade e fraternidade, sobretudo de cooperação pacífica entre os nossos povos e países" disse.


Sobre o papel de Angola na preservação da paz no continente, a ministra de Estado reafirmou o compromisso do Governo angolano em continuar a promover uma cultura de paz,  parceria com a sociedade civil, actores políticos, igrejas e associações de jovens e mulheres, desde o lar às escolas e locais de trabalho, sublinhando que "a paz é um aprendizado permanente reforçado com pontes de solidariedade, de confiança mútua e de solidariedade humana".

Reafirmou o papel determinante de Angola na paz, através da reconciliação nacional, da política de integração e coesão social e de perdão nacional pelos erros cometidos no passado.
A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, é a coordenadora nacional  da Bienal de Luanda.

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