O governador de Benguela, Luís Nunes, procedeu esta quarta-feira, (23), as ajustes no seu pelouro.
A procura de novos horizontes no universo da moda no mercado africano, tendo em conta as novas tendências, tem sido um dos grandes desafios deste ano da estilista e design de moda angolana Anacelma Caqueta, residente em Marrocos.
Todos os dias logo pela manhã deixam as suas casas para cuidar as casas dos outros. São as trabalhadoras domésticas, grandes auxiliares de outras mulheres. Cuidam de famílias e dos lares. Cozinham, engomam, lavam roupa e cuidam das crianças. São eficientes donas de casas mas nem sempre encontram no seu humilde ofício a recompensa pelo muito que fazem.
Todos os dias logo pela manhã deixam as suas casas para cuidar as casas dos outros. São as trabalhadoras domésticas, grandes auxiliares de outras mulheres. Cuidam de famílias e dos lares. Cozinham, engomam, lavam roupa e cuidam das crianças. São eficientes donas de casas mas nem sempre encontram no seu humilde ofício a recompensa pelo muito que fazem.
Acordam cedo e andam quilómetros a pé ou nos táxis dos candongueiros. Durante a semana têm apenas um dia de folga. Não têm direito a subsídio de férias ou subsídio de Natal e os patrões não as registam na Segurança Social. Muitas perdem o emprego quando faltam por razões de saúde ou problemas familiares.
Flávia Contreiras trabalha como empregada doméstica há dez anos. Durante este período Flávia teve dois filhos e sempre teve o apoio da patroa. Para além da licença de parto, tem férias, subsídio de férias e décimo terceiro mês. Ela é uma excepção no universo das empregadas domésticas.
Flávia tem 32 anos, mas trabalha desde a adolescência. As regalias garantidas pela patroa levam-na a reflectir quando pensa em mudar de emprego: "já pensei até em deixar de trabalhar para desenvolver um negócio. Mas por aquilo que tenho beneficiado nem me atrevo a mudar. Tenho uma patroa amiga em quem eu posso confiar".
Desde que conseguiu este emprego nunca mais se desligou da patroa: "ela quando está em casa ajuda-me nas lides da casa, não depende só de mim", desabafa.
Flávia disse que a questão da Segurança Social já foi abordada pela própria patroa e explicou-lhe as vantagens e as garantias que o sistema dá a quem trabalha e às famílias das trabalhadoras domésticas.
Rita Augusto, de 26 anos, natural de Benguela, mudou para Luanda à procura de melhores condições de vida. Já teve seis empregos. Os salários pagos às empregadas domésticas são baixos e os direitos nulos. Começa a trabalhar às 7h30 numa casa de dois quartos. A jovem limpa tudo, trata da roupa e cozinha para os patrões. Uma actividade diária que nem lhe permite tratar de si: "fico sem tempo para nada". Rita ganha mal e nem sequer recebe um subsídio para o transporte, mas sendo pouco "é um dinheiro que me ajuda, mas acho que pelo que faço podia ser melhor".
Rita desde que é trabalhadora doméstica nunca gozou férias e sempre que esteve grávida foi obrigada a abandonar o trabalho: "as patroas não aceitam, porque dizem que é muita responsabilidade para elas".
Mãe de duas crianças, Rita Augusto não se lembra do dia em que tenha chegado cedo a casa para tratar de seu próprio lar: "trabalho até sábado e chego sempre cansada".
Trabalho com valor
A ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, disse à nossa reportagem que a luta pela promoção, dignidade e integração da mulher passa por todos os sectores da sociedade, inclusive as trabalhadoras domésticas: "todas as mulheres têm de estar integradas neste processo. O que seria de nós sem as trabalhadoras domésticas?", perguntou a ministra.
Genoveva Lino disse que o processo de desenvolvimento e integração da mulher só é possível graças às trabalhadoras domésticas: "nós saímos de casa para trabalhar e por conseguinte as trabalhadoras domésticas tratam das nossas casas e das nossas famílias".
A ministra lembra que as empregadas domésticas têm direitos iguais aos dos outros trabalhadores: "o trabalho doméstico, apesar de não constar nas estatísticas económicas, é uma actividade com muito valor. Em muitos países desenvolvidos, basta a mulher cuidar da casa para receber um subsídio".
Isso, disse a ministra, mostra que os países só se desenvolvem se todos participarem. Genoveva Lino disse que Angola ratificou a convenção que prevê medidas contra todas as formas de discriminação da mulher: "é importante que as trabalhadoras domésticas sejam remuneradas de uma forma justa pelos serviços que prestam". E pediu o fim "da discriminação contra estas mulheres".
A ministra aconselhou as trabalhadoras domésticas a irem à escola: "as empregadas domésticas devem saber ler e escrever para melhor desempenharem as suas funções".
Zungueiras organizadas
A ministra da Família e Promoção da Mulher revelou que está em curso um estudo para organizar o comércio informal. O Ministério da Família e Promoção da Mulher e os Governos Provinciais querem garantir que o trabalho informal seja exercido sem qualquer problema: "o comércio informal nunca deixará de existir, mas é importante que haja dignidade e controlo", disse Genoveva Lino. Por isso vão ser criados espaços para a venda informal.
Referindo-se às vendedoras de "bombô com ginguba" disse que em vez de estarem expostas à poeira vão ter tendas e mesas para que os produtos sejam bem preparados e servidos aos clientes”. O novo sistema prevê a emissão do "cartão de vendedor ambulante" e um certificado de sanidade.
Regulamentação da actividade
O regulamento da actividade do trabalho doméstico aguarda a sua apreciação pelo Conselho de Ministros. Quando entrar em vigor, a actividade é reconhecida e vai permitir que as trabalhadoras tenham um horário de trabalho, férias e Segurança Social.
A informação foi divulgada pela presidente da Comissão das Mulheres Sindicalizadas, Maria Fernando de Carvalho, que considerou que a regulamentação da actividade vai permitir que o trabalho doméstico seja mais valorizado e respeitado.
"O regulamento do trabalho doméstico é um direito que cabe às empregadas e permite também disciplinar a relação entre patrões e trabalhadores".
Relativamente às mulheres zungueiras, Maria de Carvalho disse que é uma actividade difícil de acabar, mas pode ser organizada com a criação de mercados ou espaços onde elas possam desenvolver as suas actividades com maior higiene e segurança.
Maria Fernando de Carvalho considerou trabalho doméstico toda a actividade desenvolvida dentro do lar, como segurança, cozinheira, engomadeira ou limpeza.
Homenagem merecida
O Comité da Mulher Sindicalizada homenageou domingo último as trabalhadoras domésticas e as zungueiras. Maria de Carvalho disse que está em marcha um movimento reivindicativo para exigir condições de trabalho às zungueiras e para que todas as pessoas que trabalham no sector informal possam futuramente beneficiar da Segurança Social.
"O Executivo deve criar condições para a extensão da protecção social a todos os cidadãos e em particular as do sector informal", disse Maria Fernando de Carvalho.
Maria António é zungueira e sentiu-se feliz pela homenagem. Mãe de quatro filhos, desde que começou a actividade de zunga há seis anos, nunca ouviu falar da Segurança Social, mas diz que "se o Governo nos ajudar é muito bom".
Apesar de lucrar com o negócio é no cansaço que lhe "cai o sofrimento", porque "tenho de acordar muito cedo, vivo no Grafanil e venho todos os dias trabalhar para a Baixa", disse.
Quem também ficou satisfeita com a novidade da protecção social para as trabalhadoras do sector informal foi a florista Balbina Brás. Considera importante tudo o que é feito a favor da dignificação da mulher: "vemos diariamente mulheres com bacias à cabeça e andam de rua em rua debaixo do sol. Se o Governo pretende melhorar as suas vidas, isso vai garantir que muitas famílias saiam da situação de pobreza", concluiu.
O Presidente da República, João Lourenço, aceitou, ontem, o pedido de desculpas dos jovens afectos ao Movimento Revolucionário da “Primeira Região”, pelos comportamentos que configuraram desrespeito pelos símbolos nacionais, instituições e autoridade do Estado.
O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, considerou, ontem, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, que em 45 anos de Independência Angola “já estaria próximo de um ensino de qualidade”, defendendo que o país “precisa de um angolano com perfil científico”.
No ano passado, a importação de bens da cesta básica registou uma queda geral de 34 por cento, com a dos bens alimentares a cair 23 por cento, de acordo com números apresentados, ontem, na abertura do 1º Congresso Internacional de Mandioca, em Malanje, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Um total de 10.994 postos de trabalhos foram criados, em 15 províncias do país, através da execução do Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), revelou ontem, no município de Dinge, província de Cabinda, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS).
Sagrada Esperança-Interclube, Académica do Lobito-1º de Agosto e Progresso Sambizanga-Ferrovia do Huambo são as partidas de abertura, hoje, da 26ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola'2020/21. A ronda encerra no próximo dia 7 de Julho, com o desafio entre o FC Bravos do Maquis e o Santa Rita de Cássia, na cidade do Luena.
Angola vai beneficiar de assistência financeira e técnico-científica para desenvolver projectos de interesse internacional dentro dos limites de jurisdição marítima nacional, com a adesão à Convenção relativa à Organização Hidrográfica Internacional.