O governador de Benguela, Luís Nunes, procedeu esta quarta-feira, (23), as ajustes no seu pelouro.
A procura de novos horizontes no universo da moda no mercado africano, tendo em conta as novas tendências, tem sido um dos grandes desafios deste ano da estilista e design de moda angolana Anacelma Caqueta, residente em Marrocos.
Há três anos, as motorizadas na cidade de Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, eram utilizadas como meio de transporte individual. Hoje, este meio de transporte passou a ser um meio de rendimento, estando massificado em todas as ruas da cidade e arredores, sobretudo agora que Ndalatando cresce a olhos vistos, mas nem sempre acompanhado das estruturas físicas e rodoviárias que as grandes e modernas cidades oferecem. É aqui que as moto-táxis, vulgo Kupapatas, entram, cobrindo o espaço deixado vago pelos transportes públicos de passageiros.
Há três anos, as motorizadas na cidade de Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, eram utilizadas como meio de transporte individual. Hoje, este meio de transporte passou a ser um meio de rendimento, estando massificado em todas as ruas da cidade e arredores, sobretudo agora que Ndalatando cresce a olhos vistos, mas nem sempre acompanhado das estruturas físicas e rodoviárias que as grandes e modernas cidades oferecem. É aqui que as moto-táxis, vulgo kupapatas, entram, cobrindo o espaço deixado vago pelos transportes públicos de passageiros.
Porque não há serviços de táxi na verdadeira acepção do termo, os kupapatas desempenham um papel importante na transportação de pessoas e mercadorias. Chegam a todos os lugares, sobretudo às ruas em péssimas condições, que impedem a chegada dos transportes de quatro rodas.
A reportagem do Jornal de Angola constatou no centro da cidade de Ndalatando e em alguns bairros periféricos que o negócio é lucrativo e ganha corpo. Em cada esquina ou ruela é notória a presença de várias motorizadas. Muitas pessoas encontram neste negócio a única fonte de rendimento e sustento. Não vivem no luxo, mas não passam fome, disse um kupapata.
Negócio prospera
O negócio é relativamente novo em Ndalatando, comparado com cidades como Luanda, Huambo ou Benguela, onde os kupapatas são já aos milhares e existem estruturas associativas em formação. Em Ndalatando, os kupapatas são hoje o meio de transporte mais utilizado pelos cidadãos, para o serviço, escola, mercados e outros lugares.
Sem paragens para carregar e descarregar os passageiros, os moto-taxistas circulam de um lado para o outro à procura de passageiros e não complicam. Logo que tenham a possibilidade de levar um, levam-no até ao seu destino sem queixumes.
Em cada corrida na cidade cobram 100 kwanzas. Para os arredores é mais caro. Mas não se pense que em Ndalatando há apenas moto-táxis de duas rodas, há também de três rodas com carroçaria, muito utilizados nos países asiáticos como Índia, China e Tailândia. Estes têm a vantagem de levar mercadoria diversa e também passageiros, cobrando 50 kwanzas pelo passageiro e 100 pela carga, na cidade. Quanto mais longe fora da cidade, os preços da corrida sobem, mas são sempre discutidos antes da viagem.
Soba Kiucamba
De 62 anos, o soba do bairro Camundai, Daniel Kiucamba Kamzele, pai de oito filhos, é igualmente um moto-taxista. Apesar da idade e dos perigos que a estrada representa, ele não teme acidentes ou outros perigos. Diz que é cauteloso na estrada e que até agora não tem razões de queixa. Quanto à incompatibilidade de ser, ao mesmo tempo, soba e kupapata, ou moto-taxista, Daniel Kamzele disse que é apenas um simples soba com uma família numerosa para sustentar.
“Sou apenas um simples soba, ganho mensalmente dez mil kwanzas e penso que este dinheiro não satisfaz as minhas despesas caseiras e, por isso, além do trabalho do campo e do sobado, dedico-me a esta actividade para ganhar algum dinheiro para sustentar a família. Antes, quando era jovem, dedicava-me à camionagem e por isso acho-me em condições de conduzir uma motorizada sem problemas.”
Para ele, a facilidade na aquisição das peças sobressalentes encoraja-o a continuar na profissão, porque a moto nunca pára e no fim do dia leva sempre para casa “algum dinheiro que dá para as compras”.
José Barradas, de 23 anos, disse estar no negócio há mais de um ano. Conta que o seu ganha-pão começa com uma pequena manutenção na moto às cinco da manhã e às seis começa a actividade, que só termina às 19 horas.
“Este ano não tive possibilidade de ingressar no Instituto Normal de Educação (INE). Fiz o teste de admissão, mas infelizmente não passei, por isso encontrei nisso a melhor forma de estar na vida sem cair em actos ilícitos, mas tudo vou fazer para no próximo ano conseguir uma vaga e continuar os estudos”, disse.
José Barradas conta que faz todos os dias trajectos diferentes. Confidenciou-nos que é um negócio que “dá para aguentar a cozinha”. Por dia chega a facturar cinco a seis mil kwanzas e por mês 150 mil kwanzas. Revelou ainda que antes trabalhava com uma moto alheia, o que o obrigava a entregar diariamente dois mil kwanzas ao proprietário, além de manter, é claro, a moto sempre em condições de trabalhar, sendo que a manutenção também dependia dele. “Agora, que consegui comprar a minha própria moto, trabalho sem pressão e faço o meu dinheiro sem problemas”, disse.
Funcionário aliviado
O funcionário público Pedro Miranda, morador do bairro Carreira de Tiro, fez saber que adquiriu em Luanda cinco motorizadas e legalizou-as para a prática do serviço de táxi. “Desde que coloquei as motos a trabalhar, há dois meses, nunca mais passei dificuldades. Diariamente tenho dez mil kwanzas em mão e sinto-me aliviado. Com este dinheiro consigo ajudar a família nos gastos correntes e poupar uma parte, sem já as preocupações de quem espera pelo salário para resolver os problemas do dia-a-dia”, disse visivelmente satisfeito.
Como Pedro Miranda, Jovial Tecula e Trindade de Moura, também funcionários públicos, possuem duas motos cada um a prestar serviço de táxi e garantiram à nossa reportagem que, apesar dos jovens que as conduzem receberem diariamente mais de dois mil kwanzas, o dinheiro que recebem no fim de cada jornada “é razoável e dá para suportar os gastos correntes”.
Quem mais beneficia com as moto-táxis são os munícipes espalhados pela cidade. Madalena Mazaíla disse que todos os dias, para se deslocar de casa ao trabalho e vice-versa, apanha uma motorizada.
Segundo ela, desde a entrada em funcionamento destes serviços, apesar dos constrangimentos relacionados com a falta de capacetes, licença de aluguer e de condução por parte de alguns jovens, ainda assim as motorizadas têm estado a facilitar a deslocação das pessoas.
“Só posso agradecer às pessoas que pensaram pôr em prática esta actividade nesta cidade, mas ao mesmo tempo aconselho a todos os moto-taxistas a tratarem da licença.”
Para o passageiro Andrade Kissunda, as moto-táxis têm sido muitas vezes a sua salvação. Morador do bairro Vieta e pedreiro numa obra no centro da cidade, disse que se não fossem as moto-táxis era muito difícil cumprir o horário de trabalho, uma vez ser igualmente estudante. “Como não disponho de viatura, sou obrigado a recorrer aos préstimos das motos, que dão um grande jeito.”
Muitos moto-taxistas contactados pela nossa reportagem consideraram rentável o exercício da actividade em Ndalatando, a julgar pela adesão cada vez maior de pessoas que solicitam os seus serviços nos últimos tempos.
Para eles, o seu trabalho está a melhorar a transportação de pessoas e bens, com viagens curtas, essencialmente para escolas, hospitais e mercados.
O moto-taxista Evaristo Sebastião, estudante da oitava classe, exerce a actividade há quase dois anos e consegue com o trabalho juntar diariamente dois mil kwanzas, dinheiro que no fim do dia entrega ao proprietário. “Durante a semana eu tenho também o meu dia. Às vezes faço mais de dois mil kwanzas, mas o contrato está estipulado para entregar apenas este valor e caso reste algo, é meu”.
João Francisco, pai de dois filhos e antes desempregado, refere que para sustentar a família a alternativa foi comprar uma motorizada. “Com este trabalho já me é possível sustentar a família e fazer mais coisas.” Revela que, apesar de ser um trabalho estafante, não o larga, até encontrar um trabalho com dignidade para o seu ganha-pão.
As moto-táxis em Ndalatando são na sua maioria com cilindrada de 50cc e grande parte dos moto-taxistas não está habilitada para conduzir, não paga taxa de circulação e não usa capacete.
O chefe de secção de viação e trânsito do Kwanza-Norte, Benedito Santana, frisou que durante o período de actividade de moto-táxis nestas paragens, a direcção emitiu mais de mil livretes, procedeu à distribuição de 339 aos respectivos donos, sendo que a maioria ainda não foi levantada pelos respectivos titulares.
O Presidente da República, João Lourenço, aceitou, ontem, o pedido de desculpas dos jovens afectos ao Movimento Revolucionário da “Primeira Região”, pelos comportamentos que configuraram desrespeito pelos símbolos nacionais, instituições e autoridade do Estado.
O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, considerou, ontem, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, que em 45 anos de Independência Angola “já estaria próximo de um ensino de qualidade”, defendendo que o país “precisa de um angolano com perfil científico”.
No ano passado, a importação de bens da cesta básica registou uma queda geral de 34 por cento, com a dos bens alimentares a cair 23 por cento, de acordo com números apresentados, ontem, na abertura do 1º Congresso Internacional de Mandioca, em Malanje, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Um total de 10.994 postos de trabalhos foram criados, em 15 províncias do país, através da execução do Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), revelou ontem, no município de Dinge, província de Cabinda, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS).
Sagrada Esperança-Interclube, Académica do Lobito-1º de Agosto e Progresso Sambizanga-Ferrovia do Huambo são as partidas de abertura, hoje, da 26ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola'2020/21. A ronda encerra no próximo dia 7 de Julho, com o desafio entre o FC Bravos do Maquis e o Santa Rita de Cássia, na cidade do Luena.
Angola vai beneficiar de assistência financeira e técnico-científica para desenvolver projectos de interesse internacional dentro dos limites de jurisdição marítima nacional, com a adesão à Convenção relativa à Organização Hidrográfica Internacional.