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Donald Trump “sonha” regressar à Casa Branca

Na conferência de acção política conservadora, perante centenas de apoiantes em Orlando, na Florida, o ex-Presidente dos Estados Unidos voltou a tecer, no fim-de-semana, acusações infundadas sobre as eleições de Novembro, criticou o primeiro mês da Administração Biden e sugeriu estar a preparar a recandidatura à Presidência em 2024.

02/03/2021  Última atualização 12H35
Trump admitiu recandidatar-se em 2024 e negou que vai fundar um outro partido político © Fotografia por: DR
Perante os aplausos da plateia, Trump perguntou se já sentiam a falta dele e depois falou "da incrível viagem" iniciada há quatro anos quando mudou-se de armas e bagagens para a Casa Branca e que defende ter sido "uma viagem e com tão grande sucesso".
"Começámos a viagem juntos há quatro anos e está longe de acabar", afirmou o ex-Presidente, actualmente ainda suspenso nas principais redes sociais devido aos alegados incentivos aos protestos que culminaram a 6 de Janeiro na invasão do Capitólio e num segundo processo de destituição, no qual foi uma vez mais protegido pela maioria do Partido Republicano.

Apontando baterias ao sucessor, Donald Trump disse que "Joe Biden teve o mais desastroso primeiro mês de um qualquer Presidente da era moderna". "A Administração Biden já provou ser antiemprego, antifamília, antifronteiras, antienergia, antimulheres e anticiência", disse o ex-Presidente.
Depois do ataque ao sucessor, regressou ao tema das eleições para voltar a insistir que as venceu apesar de não ter quaisquer provas a suportar esse alegado triunfo.

"Fizemos ainda melhor na segunda eleição do que tínhamos feito na primeira. Como sabem, venci a primeira e vencemos a segunda. Fizemos muito melhor. É estranho, certo?", questionou, acrescentando ser uma "desgraça" para os Estados Unidos que o triunfo não tenha reflexo na Casa Branca.
Esta conferência de acção política conservadora ficou marcada pelo forte apoio das bases a Donald Trump.

Com 10 congressistas e sete senadores a votarem sem sucesso pela destituição, o Partido Republicano parece dividido em relação ao ex-Presidente, mas Trump parece continuar popular entre alguns eleitores, que não hesitam em vestir as cores da campanha do Presidente e defendê-lo de viva voz.
O ex-Presidente começou o seu discurso afirmando que não vai fundar um novo partido, continua a ser membro do Partido Republicano. "Não vamos começar um novo partido. Isso é fake news. Nós já temos o Partido Republicano. Querem que façamos um novo partido para dividir os votos?”

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