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ENI prevê investir sete mil milhões de dólares até 2025

A empresa petrolífera italiana ENI vai fazer um investimento bruto em Angola, nos próximos quatro anos, de sete bilhões de dólares nas áreas de pesquisa, produção, refinação e em projecto de energia solar.

07/04/2021  Última atualização 08H01
Chefe de Estado recebeu presidente do Conselho de Administração da petrolífera italiana © Fotografia por: Kindala Manuel| Edições Novembro
 A informação foi avançada ontem, em Luanda, à imprensa, pelo presidente executivo da ENI, Guido Brusco, no final de uma audiência que o Presidente da República, João Lourenço, concedeu ao presidente do Conselho de Administração da multinacional, Claudio Descalzi. "Acreditamos tratar-se de um investimento que vai gerar muitos postos de trabalho no país", destacou.

Aquele alto funcionário da ENI, que falava na condição de porta-voz da delegação recebida no Palácio da Cidade Alta, acrescentou que a empresa já investiu, nos últimos três anos, no país, cerca de seis  mil milhões de dólares. Neste ano, prosseguiu, pretende trabalhar na província do Namibe, num projecto que visa substituir a produção de energia eléctrica feita a diesel para renovável, pelo facto de a primeira custar quatro vezes mais do que a segunda. A im-plementação destes projectos, disse, deve acontecer dentro de 12 meses. "Estará concluído entre Maio e Junho do próximo ano”, garantiu.

 Um outro projecto da petrolífera italiana, para o país, passa por treinar mais de 600 médicos nas províncias de Luanda e Cabinda. A formação vai decorrer  com recurso à Internet e será ministrada pelos melhores hospitais de Itália. Ainda no domínio social, disse que a multinacional tem desenvolvido muitos projectos, sobretudo na área agrícola, fornecimento de água potável e energia eléctrica nas províncias de Cabinda, Huíla e Namibe.

Guido Brusco informou que a audiência com o Presidente da República serviu, também, para falar dos resultados alcançados pela multinacional no país nas áreas de pesquisa, produção, com destaque para a campanha de pesquisa nos últimos três anos. "Falamos, também, de outros projectos que pretendemos levar a cabo”, aclarou. ENI é uma multinacional petrolífera presente em setenta países. Está cotada nas bolsas de Milão e de Nova Iorque e é de momento a maior companhia industrial italiana.


ENI em Angola
A ENI está presente em Angola desde 1980 e iniciou a produção de petróleo em 1991. A multinacional italiana considera Angola como um dos principais países dentro das suas operações globais de petróleo e gás. Segundo dados oficiais, em 2015 aquela petrolífera alcançou uma produção de petróleo correspondente a aproximadamente 6 por cento da produção total de Angola.
As actividades da ENI consistem na exploração convencional e em águas profundas, desenvolvimento e produção, numa área de 21,296 km2.

Em termos de áreas de operação, a ENI tem interesses de participação operada no Bloco 15/06 (36.84 por cento de interesse) e no Bloco 35/11 (30 por cento de interesse). O Bloco 15/06 está localizado a aproximadamente 350 km a Noroeste de Luanda e 130 km a Oeste do Soyo, numa profundidade de água que vai desde os 200 m aos 1,800 m. O Bloco 35/11 está localizado na Bacia do Kwanza.

 A companhia tem ainda interesses de participação não-operada nos blocos Cabinda Norte – localizado no onshore de Cabinda, operado pela Sonangol P&P; Bloco 0 – localizado no offshore de Cabinda, operado pela Chevron; Bloco 3/05 e Bloco 3/05 A – localizados na Bacia do Congo, operados pela Sonangol P&P; Bloco 14 – localizado em águas profundas a Oeste do Bloco 0,operado pela Chevron; Área de Desenvolvimento de Lianzi (14K/A-IMI) – localizado em águas profundas numa área unificada com o Congo Brazzaville, operada pela Chevron; Bloco 15 – localizado em águas profundas na Bacia do Congo, operado pela Exxon.

César Esteves

Jornalista

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