Coronavírus

EUA apoiam uso da vacina da Johnson & Johnson

O comité consultivo de vacinas da autoridade do medicamento norte-americano (FDA) apoiou, ontem, a autorização de emergência da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, de uma única dose, esperando-se agora que seja aprovada nas próximas horas para distribuição.

28/02/2021  Última atualização 13H34
Johnson & Johnson prometeu entregar cerca de 20 milhões de doses © Fotografia por: DR
Os membros do comité de especialistas que avaliam vacinas na FDA consideraram unanimemente que os benefícios da vacina superam os riscos para os idosos, e que pode ser adicionada como a terceira vacina disponível para os americanos. De acordo com o comité consultivo externo, a Johnson & Johnson é segura e eficaz contra o vírus SARS-CoV-2, faltando só a sua autorização de emergência para ser formalmente confirmada.

Os ensaios com a vacina J&J mostraram 66% de eficácia contra o coronavírus, contra 94-95% das vacinas existentes, mas 86% de capacidade de evitar casos graves da doença, hospitalizações e mortes, o que poderia ser suficiente para pro-
teger a população.

Alguns dos especialistas reunidos sexta-feira lembraram que a necessidade de vacinas torna o candidato J & J necessário, especialmente porque se mostrou seguro e previne suficientemente a doença, enquanto a empresa farmacêutica continua avançando com o plano para melhorar e adaptar para as novas variantes. A vacina J&J tem as grandes vantagens de requerer apenas uma única dose e não necessitar de temperaturas extremas de congelamento para armazenamento, pois pode ser mantida entre 2 e 8 graus Célsius.

A Johnson & Johnson prometeu entregar cerca de 20 milhões de doses aos Estados Unidos até o final de Março. Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado a nível global, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 508.314 mortes entre 28.413.620 casos recenseados, segundo a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins.
A pandemia da doença Covid-19 provocou pelo menos 2.508.786 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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