Economia

Executivo optimista em relação à próxima avaliação do FMI

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, disse, esta terça-feira à Bloomberg que, este ano, Angola não deverá ir ao mercado Internacional captar novos financiamentos por via da emissão de títulos da dívida soberana, tendo deixado em aberto tal possibilidade para o próximo ano, após avaliada as condições no momento.

09/06/2021  Última atualização 15H10
Ministra disse que este ano Angola não vai ao mercado internacional captar financiamento © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
De acordo com Vera Daves de Sousa, o Governo tem feito um trabalho notável e com reconhecimento do Fundo Monetário Internacional (FMI), razão pela qual mantém forte optimismo com a próxima avaliação.

Em relação aos efeitos da Covid-19, a ministra das Finanças reconheceu o impacto directo e indirecto provocado pela pandemia no desempenho económico do país, mas reiterou a aposta na diversificação como solução à queda da performance do sector petrolífero nas contas nacionais.
"O impacto directo é sentido no aumento da despesa com a saúde e o indirecto pelos preços do petróleo e queda do crescimento da economia. E todas estas reformas necessárias "abalaram-nos” muito porque ainda importamos muito daquilo que consumimos. Tudo isto teve grande influência/impacto na inflação”, esclareceu.

Compromisso com o FMI   


Segundo fez saber a ministra das Finanças, o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem apoiado bastante o Executivo angolano, a nível técnico e financeiro, pelo que é expectável a continuidade do compromisso entre as partes no âmbito do programa de assistência técnica e financeira. "Estamos muito optimistas em relação ao resultado da próxima avaliação”, disse.

Vera Daves de Sousa, na entrevista de cerca de quatro (4) minutos que concedeu ao canal de Televisão Bloomberg disse que, neste mo-mento, o Banco Nacional de Angola (BNA) está a tomar medidas de estabilização da política monetária, considerando, todavia, como mais importante pôr-se em prática medidas necessá-rias para promover o crescimento, gerar receitas e tornar a moeda nacional mais forte de forma a também me-lhorar as reservas internacionais, a taxa de câmbio e a inflação.

"Continuamos, ainda, muito dependentes do sector petrolífero e temos trabalhado muito com esta indústria para motivá-los a investir e assim estabilizar a nossa produção. É preciso travar a actual tendência de queda para que comecemos a crescer. Contudo, também estamos a criar condições para alavancar outros sectores, como a agricultura, pequenas indústrias, pesca e serviços financeiros para o mercado de capitais”, declarou a ministra Vera Daves de Sousa.

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