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Família de Malcolm X exige reabertura da investigação

As filhas de Malcolm X solicitaram que a investigação do assassinato do activista norte-americano dos direitos humanos seja reaberta à luz de um novo depoimento envolvendo a Polícia de Nova Iorque e o FBI.

23/02/2021  Última atualização 07H00
Família de Malcolm X solicitaram que a investigação © Fotografia por: DR
Contactado pela agência noticiosa AFP no domingo, um porta-voz do procurador de Manhattan adiantou que a análise deste processo está "em andamento”. Durante uma conferência de imprensa foi apresentada uma carta escrita por um ex-polícia de Nova Iorque, já falecido, que acusa o Departamento de Polícia de Nova Iorque e o FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos) de cumplicidade no assassinato.

Segundo adiantou um primo seu, o antigo polícia, que operava infiltrado, terá abordado, a pedido dos seus superiores, a comitiva de Malcolm X e prendido dois dos seus guarda-costas poucos dias antes do assassinato. A 21 de Fevereiro de 1965, El-Hajj Malik El-Shabazz, nome verdadeiro de Malcolm X, ficou assim privado da protecção dos guarda-costas quando compareceu para discursar no salão Audubon, na cidade de Nova Iorque, onde foi assassinado com três tiros.

O antigo polícia, que queria que o seu depoimento se tornasse público apenas após a sua morte, afirma que o Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) e o FBI mantiveram certos aspectos do caso em segredo. Em Fevereiro de 2020, após a transmissão de um documentário na plataforma Netflix - "Who Killed Malcolm X?” -, o procurador de Manhattan Cyrus Vance pediu que as suas equipas analisassem o caso para determinar se a investigação deveria ou não ser reaberta.

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