Economia

FMI aumenta reservas em 500 mil milhões

A directora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse ontem, durante uma videoconferência, que o G20 aprovou uma nova alocação de Direitos Especiais de Saque (DES), aumentando assim as reservas da instituição em 500 mil milhões de dólares (317,4 biliões de kwanzas).

04/03/2021  Última atualização 21H38
Kristalina Georgieva acredita no sucesso dos países africanos © Fotografia por: DR
"Quero expressar a minha gratidão a todos por pressionarem para esta nova alocação de DES, que é a moeda do FMI, e finalmente na sexta-feira tivemos 'luz verde' do G20 para trabalhar numa nova alocação de 500 mil milhões de dólares, o que permitirá que todos os Estados-membros recebam a sua parte”, anunciou Kristalina Georgieva.
A dirigente falava no primeiro painel do Fórum Orçamental Africano, que ontem a partir de Washington em formato virtual.

"Estamos muito interessados em pensar como os países mais ricos, que não precisam tanto quanto os mais pobres, poderão transferir através do FMI alguns destes DES, porque o que precisamos em 2021 é de reconhecer que nada pode ser posto na categoria do impossível”, acrescentou a responsável, elencando que "a digitalização, a educação, a supressão da burocracia contra o sector privado, a despesa pública de qualidade e o aumento do apoio internacional devem ser possível”.

A emissão de 500 mil milhões de dólares em DES é uma das reivindicações dos países mais pobres, nomeadamente os africanos, que enfrentam um aumento da dívida pública e do custo de servir essa dívida devido à depreciação das moedas e das reservas internacionais decorrentes dos efeitos económicos da descida do preço das matérias primas e do abrandamento da procura, no seguimento da pandemia da Covid-19.

Para além desta transferência das verbas, Georgieva defendeu ainda que entre as políticas que os países africanos devem implementar está o "aumento das receitas, especialmente colectando os mais ricos, para garantir que 2021 seja um ano com mais competitividade, mais resiliência e com economias mais fortes em África”.

Na intervenção, a directora lembrou que "40 por cento dos países africanos têm uma dívida 'problemática' ("debt distress”, no original em inglês) e para conseguirem recuperar as economias, têm de se chegar à frente e tratar da questão da dívida”, acrescentando que "o FMI é um grande parceiro para dar a garantia de que a dívida em reestruturação é baseada em políticas económicas sãs”.
África, concluiu a responsável, só vai "ter sucesso se acreditar em si própria, mas para isso é preciso ser completamente transparente em todas as questões, desde os empréstimos à dívida, passando pelos contratos e pela despesa pública e pelas contas das empresas públicas”.

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