Economia

França quer explorar Corredor do Lobito

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

Angola é um dos países africanos que possui grande potencial turístico e infra-estruturas que podem contribuir, de forma significativa, para o processo de crescimento do mercado internacional, afirmou, ontem, no Lobito, o embaixador francês.

11/05/2021  Última atualização 10H00
© Fotografia por: Edições Novembro
Daniel Vosgien falava no final de uma visita de trabalho à província de Benguela, onde radiografou e avaliou o funcionamento do Porto Comercial do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB).O diplomata gaulês avançou que existem, em Benguela, condições para que empresários franceses invistam na província, que comporta as principais empresas que dão força ao Corredor de Desenvolvimento do Lobito.

Destacou que os investidores do seu país podem participar também, directamente, no concurso público que visa a concessão do terminal do Porto do Lobito, a ser realizado brevemente, bem como noutros investimentos em Angola.Acrescentou que, as áreas da Agricultura, Pecuária e Pescas podem atrair os investidores franceses, numa altura em que o Governo angolano tem estado a convidar, no quadro das boas relações, empresários estrangeiros a investir no país, de modo a contribuirem para o processo de crescimento da economia nacional.
Desenvolvimento comercial

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, explicou que, no quadro das concessões, está em curso a organização administrativa para a realização do Concurso Público Internacional do terminal de contentores."Tudo está a ser feito para que, até ao fim deste mês, este concurso seja realizado, e traga benefícios ao desenvolvimento comercial e económico de Benguela e do país”, declarou.

Celso Rosas acrescentou que os empresários franceses podem também concorrer e ficar com "este potencial” do sector de  transporte de contentores do Porto do Lobito.O terminal possui um cais ajustável de 414 metros e 147  m2 de profundidade, num espaço de 120 mil metros quadrados. O diplomata visitou as várias áreas da unidade portuária, desde silos, os terminais de carga,de contentores e de minérios, bem como o Porto Seco.

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