Economia

Geração de electricidade conta para o curto prazo

O Governo angolano tem promovido, ao longo deste ano e mesmo dos anteriores, vários projectos para a industrialização do país. A informação foi avançada, recentemente, pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás.

04/11/2020  Última atualização 14H20
Substações eléctricas construídas nos últimos anos no país estão a garantir auto-suficiência © Fotografia por: DR
José Alexandre Barroso apontou os sectores de Monetização dos recursos de gás natural, Indústria de fertilizantes, Geração de electricidade e Siderúrgica, além da construção de três novas refinarias de petróleo.
Este plano visa à satisfa-ção do mercado doméstico e exportação do excedente para o mercado regional, dentro das suas prioridades de curto prazo.

Estes dados foram revelados num encontro de líderes de alto nível, promovido pela secretária-geral adjunta das Nações Unidas.
Amina Mohammed convocou uma mesa redonda online, para discutir as tendências actuais e emergentes no sector das Indústrias Ex-tractivas, com foco particular em África.
O referido encontro, ao que soube o Jornal de Angola, visou determinar como as indústrias extractivas podem ser um catalisador para o desenvolvimento sustentável, em linha com a meta do De-senvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

O secretário de Estado para Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso, participou por Angola, tendo dissertado no painel sobre diversificação económica e financeira.
Na oportunidade, destacou os aspectos que visam minimizar os efeitos da pandemia da Covid-19 nas indústrias extractivas em Angola. Sublinhou que o Regime sobre o Conteúdo Local, que visa inserir o empresariado e a força de trabalho nacionais no sector Petrolífero, bem como incorporar a matéria-prima nacional com vista a redução das importações e o aumento da produção interna de bens e serviços, mereceu também destaque durante a intervenção.

Para terminar, o gover-nante focou a adesão de Angola à Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extractivas (ITIE), que conta já com o apoio do Comité Internacional deste organismo para o preenchimento dos requisitos necessários.
A mesa redonda foi a primeira de uma série de cinco e foi realizada em colaboração com as Comissões Económicas Regionais.
O encontro contou com a participação de ministros, secretários de Estado, especialistas e académicos, além de grupos de reflexão e representantes de organizações internacionais.

  Consumo de energia aumenta 25 por cento

A estratégia de longo prazo "Angola 2025" prevê um crescimento de 25 por cento do consumo de energia para atender os Pólos de Desenvolvimento Industriais e Turísticos.
Conforme avança o referido programa, a forte perspectiva de crescimento do segmento industrial é suportada pela existência de um conjunto alargado de mais de 160 projectos estruturantes concretos, em diferentes fases de desenvolvimento, agrupados em diferentes clusters cujas necessidades energéticas e perspectivas de crescimento suportam a meta de 25 por cento do consumo de electricidade com origem no sector Industrial.

Já a procura de energia deverá atingir os 7,2 gigawatts, tendo sido estimado um crescimento médio anual de 15 por cento até 2017 e de 12,5 entre 2017 e 2025, de acordo ao investimento previsto no Plano 2013-2017.
Ainda a nível da procura, considerou-se a possibilidade de serem implementadas indústrias intensivas, com uma potência de até 880 megawatts (MW), bem como a possibilidade de exportação de energia para a SADC de até 800 MW adicionais.
O consumo referido à produção deverá atingir os 39,1 Terawatts/hora, em 2025 com um forte peso do segmento doméstico (37 por cento) e um importante contributo dos serviços (28) e da indústria (25).
Angola registará assim um forte aumento do consumo, passando de um consumo médio de electricidade de 375 Kilowatts/hora por habitante em 2013 para 1.230 até ao ano de 2025.

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