Desporto

Gonçalves define sistema e postura a ser adoptada

O Seleccionador Nacional de futebol de honras, Pedro Gonçalves, já definiu o sistema de jogo e a postura a ser adoptada pelos jogadores no desafio frente à República Democrática do Congo (RDC), sábado, em Kinshasa, em jogo referente à qualificação para o CAN dos Camarões em 2022. A ambição de conquistar os três pontos e a coragem para contornar as dificuldades devem ser as receitas para alcançar o êxito.

10/11/2020  Última atualização 19H38
Sessões de treinos têm decorrido no Estádio dos Coqueiros longe do olhar dos adeptos © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro
Preocupado em ter a selecção dentro dos níveis desejados, o seleccionador assegurou estar a projectar uma preparação que não descure os contratempos da realidade vigente, dominada por incertezas, face o contexto da pandemia.
"Vamos ser corajosos, ambiciosos e ter grande capacidade de adaptação à realidade do momento. Apesar das dificuldades, acreditamos que vamos conseguir um bom desempenho e levar avante o nosso objectivo principal", afirmou  aos jornalistas momentos antes da sessão de treinos no Estádio dos Coqueiros.

"A realidade que vivemos hoje é de tempo de grande incerteza. Queremos criar uma grande adaptação a tudo que surge a toda a hora e a qualquer momento. Vamos encarar a nossa preparação com sentido de responsabilidade e noção daquilo que é o nível de exigência para o jogo com a RDC", acrescentou.

O técnico português assevera que o importante, durante a fase de preparação, se prende em permitir ao grupo ganhar uma "boa dimensão desportiva", que ajude a catapultá-lo para uma "exibição agradável" e suficiente para garantir a continuidade de Angola na luta pela qualificação ao CAN.

"Estamos num plano de desenvolvimento em que acreditamos dar frutos, com aquilo que já temos desenvolvido, mais cedo ou mais tarde. Estou esperançoso que vamos encontrar as soluções certas para dar uma boa resposta", disse.

 
Pandemia e incertezas


Pedro Gonçalves admitiu, por outro lado, efectuar mais adaptações na convocatória, em virtude de possíveis ausências. Garantiu ter um plano B a funcionar e também não descura o C, D e E para deixar a selecção dentro dos níveis aceitáveis.
"São tempos de incerteza e temos uma multiplicidade de factores a influenciar desde questões administrativas, logísticas e de deslocação dos jogadores e aspectos relativos à pandemia, directamente ligados aos jogadores, clubes e regiões", lamentou.

A integração faseada dos profissionais, que actuam na diáspora, aos treinos do grupo é avaliado pelo seleccionador nacional como sendo uma contingência e espera não influenciar negativamente na estratégia de preparação do jogo de sábado.

"Temos a expectativa que até ao final do dia de hoje (ontem), teremos o grupo  praticamente completo, ainda que alguns cheguem mais tarde", perspectivou.
Ontem, juntaram-se ao grupo mais quatro jogadores da diáspora, nomeadamente, Hugo Marques, Fábio Abreu, Show e Milson. O quarteto participou da sessão de treinos realizada no Estádio dos Coqueiros. Hoje, a Selecção Nacional trabalha em sessão bi-diária.


  Vá e Paizo enaltecem bom ambiente

O avançado Vá e o defesa Paizo encarnaram o papel de "porta-voz" do ambiente em torno da preparação da Selecção Nacional de Honras, antes da difícil deslocação ao terreno da RDC. Os dois jogadores valorizaram o "bom ambiente de trabalho" no seio do grupo às ordens do seleccionador Pedro Gonçalves.

"Vejo que o grupo está animado, apesar de estarmos incompletos. O ambiente é saudável. E quando há boa harmonia no grupo, não tem como as coisas não correrem bem", adiantou-se a afirmar Paizo.
Sobre o jogo frente aos Leopardos, o defesa esquerdo antevê dificuldades, mas garante que os donos da casa também não terão tarefa facilitada, pois "ninguém sabe do resultado antes do jogo" e "as incertezas pairam nos dois lados".

Já o atacante Vá espera aproveitar da melhor forma a boa época que atravessa ao serviço do seu clube para ajudar a selecção a chegar à vitória no sábado.
"Penso que está a ser uma boa época ao serviço do Pafos do Chipre. Caso contrário, não estaria aqui a representar a selecção. Quando um jogador está a fazer um bom trabalho no seu clube, não há como as outras equipas não estarem de olho", disse, referindo-se a cobiça de outros clubes.

Paulo Caculo

Jornalista

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