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Guterres quer corredor humanitário em Tigray

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, voltou ontem a apelar a uma ajuda massiva à população vítima dos combates na região de Tigray e lamentou uma vez mais o facto de as autoridades não aceitarem qualquer mediação, numa altura em que os Exércitos dos vizinhos Sudão e Egipto iniciaram manobras militares conjuntas na fronteira comum.

22/11/2020  Última atualização 20H24
Conflito entre Etiópia e separatistas prossegue na região © Fotografia por: DR
Segundo a AFP, os rebeldes do Tigray voltaram, no fim-de-semana a lançar obuses contra Asmara, a capital da Eritreia, quando as forças federais anunciaram a aproximação de Makalé, capital da região dissidente.
Face a esta situação, mais de 200 mil pessoas poderão fugir para o Sudão, nas próximas semanas, informou num comunicado, a directora de uma organização humanitária, Henrietta Fore, e pediu, também, a abertura de um corredor humanitário.

Entretanto, num claro aviso à Etiópia, as forças especiais e aéreas sudanesas e egípcias estão a organizar exercícios militares conjuntos baptizados "Nile’s Eagles-1”, noticiou a AFP. Comentando o evento, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Egípcias, Mohamed Farid, disse que " as ameaças contra as forças de segurança dos dois países aconselham uma cooperação e coordenação estratégica entre os dois Exércitos”.

Addis Abeba desencadeou uma guerra contra Tigray, quando em Agosto último, depois de o Governo federal adiar as eleições gerais por causa da Cvid-19, e os dirigentes daquela região etíope que governaram o país desde o derrube de Mengistu Haile Mariam, em 1990, organizaram a votação e proclamaram os resultados.

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