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Ilha do Príncipe impõe medidas restritivas

O Governo Regional do Príncipe decidiu suspender as aulas e reduzir os trabalhadores dos serviços públicos até ao dia 27, entre outras medidas para estancar a propagação do novo coronavírus na ilha, após um "aumento considerável" de casos, anunciou o presidente.

14/01/2021  Última atualização 13H30
São Tomé e Príncipe, apontam para 1.090 pessoas com infecção de Covid-19 © Fotografia por: DR
A região autónoma do Príncipe registou, nas últimas 24 horas, uma subida de cinco para 18 casos, o que obriga a medidas para conter a propagação.

"Num primeiro momento, em sete amostras efectuadas, cinco deram positivo e num segundo momento, em 17 outras amostras, 13 acusaram positivo, o que nos leva a considerar que estamos perante uma taxa de incidência de 80%, prevendo-se tratar de uma transmissão comunitária", disse o presidente do Governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento, numa comunicação à região.
Por causa deste aumento, o Executivo regional anunciou um conjunto de medidas, que incluem a suspensão das consultas no único hospital na ilha, Manuel Quaresma Dias da Graça, "excepto os atendimentos de carácter urgente".

A suspensão das consultas prende-se, segundo Filipe Nascimento, com o facto de "algumas pessoas testadas positivas estarem internadas no hospital, que neste momento representa um foco de contaminação".  O Governo regional transferiu os cuidados primários não urgentes para alguns postos de saúde da cidade de Santo António.

Entre a "resposta rápida, para o estancamento da propagação do vírus", o Governo regional, que se reuniu com carácter de urgência, decidiu cancelar todas as actividades alusivas ao dia 17 de Janeiro, dia em que a ilha foi encontrada, incluindo o acto central.
Foram igualmente suspensas as aulas em todos os ciclos de ensino, "desde a pré-escolar até à 10.ª classe", e limitadas as viagens entre Príncipe/São Tomé/Príncipe aos portadores de teste à Covid-19 negativo, redobrando as medidas de protocolo sanitário no aeroporto.

O Executivo de Filipe Nascimento reduziu o número de trabalhadores dos serviços públicos para metade, "excepto os serviços essenciais, designadamente a saúde, segurança e serviços municipais", e reduziu também para metade a lotação do mercado de Santo António, capital da ilha. Esse mercado, por orientação do Governo, vai passar a funcionar em regime de alternância.
Ainda no quadro das medidas para estancar a propagação da infecção pelo novo coronavírus, os estabelecimentos, bares e restaurantes passarão a ter um novo horário de funcionamento, entre às 5h00 e às 17h00.

Na sua comunicação, o presidente do Governo regional anunciou que o seu Executivo está a "criar condições", conjuntamente com o Governo central, para realização de uma "busca activa e integrada" da Covid-19 na região, com vista a "uma maior clarificação da actual situação epidemiológica".

O Estado de Emergência parcial na Região Autónoma de Príncipe está a ser considerado, "de modo a suportar outras medidas que se justificam com a actual situação epidemiológica", designadamente, o confinamento obrigatório e outras que põem em causa as liberdades individuais dos cidadãos.

O Governo regional solicitou o reforço do pessoal da saúde, para fazer face à ausência deixada pelos quatro pacientes do sector da Saúde infectados.  O Executivo regional está a criar condições para o isolamento voluntário dos idosos em locais especializados, por se tratar de "uma camada vulnerável", e apela à "maior colaboração possível da população", no distanciamento, uso obrigatório das máscaras e para que "mantenham as crianças em casa".

Estas medidas vão vigorar durante 15 dias, ou seja, entre os dias 13 e 27 de Janeiro. A região do Príncipe anunciou, no domingo, ter detectado novos casos de infecção pelo novo coronavírus, após sete meses sem qualquer registo na ilha, o que levou, desde logo, o Executivo a anunciar algumas medidas de contenção.
Em São Tomé e Príncipe, dados do Ministério da Saúde apontam para 1.090 pessoas com infecção de Covid-19, sendo 24 registados esta terça-feira.

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