Economia

INAPEM propõe crédito adaptado ao mercado

Hélder Jeremias

Jornalista

A administradora do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) Joffrana Xavier exortou, ontem, em Luanda, as administrações dos bancos comerciais a explorarem formas de financiamento diferentes das dos créditos tradicionais, para estimular o crescimento da economia por via do aumento do consumo de bens e serviços.

11/06/2021  Última atualização 10H19
Administradora do INAPEM ao propor novos modelos de financiamento © Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro
Joffrana Xavier  falava no final do "Fórum sobre Crédito Bancário: outras Formas de Financiamento”, organizado pelo Instituto Nacional de Inovação de Tecnologias Industriais (INITI), um encontro que juntou representantes de instituições bancárias e economistas para analisar as razões que levam a banca a restringir a concessão de crédito ao sector da economia real.


A administradora reconhece o papel fundamental dos bancos comerciais na materialização dos programas adoptados pelo Ministério da Economia e Planeamento, no quadro das medidas de alívio do impacto negativo dos efeitos provocados pela pandemia da Covid-19 como o Programa de Apoio ao Crédito (PAC) e outros, apesar da apreensão gerada devido à incerteza quanto às garantias de reembolso da parte dos devedores.


"Os financiamentos não devem ficar restringidos à concessão do crédito puro, uma vez que os bancos dispõem de diferentes formas para financiar as pessoas que procuram pelos seus serviços, tais como o leasing e outros mecanismos que permitem que possam obter bens económicos com maior facilidade, incluindo a compra de viaturas e outros serviços”, afirmou.


Joffrana Xavier garantiu a disponibilidade do INAPEM para manter o seu papel de facilitador da concessão de crédito ao sector produtivo, principalmente depois de criado um processo de averiguação dos requisitos e assistência aos devedores denominado "Funil do Crédito”, dada a complexidade que envolve o financiamento de projectos.


Recuperação de microcrédito


A concessão de microcrédito regista, actualmente, uma taxa de risco de 13 por cento, com 94 por cento de taxa de recuperação, segundo dados apresentados pelo director de Marketing do Kixicredito, Hélder Catumbela.

 
O responsável considera estes indicadores "positivos”,  apesar da diferença expressiva em comparação ao ano 2017, quando a taxa de risco era de apenas três por cento, sobretudo, devido à prevalência de um ambiente económico mais favorável do que o actual contexto.


Detentor de uma licença desde 2008, a instituição já desembolsou acima de 600 milhões de dólares, beneficiando cerca de 60 mil clientes por intermédio dos  pacotes da carteira de negócios, na qual se destacam o  Kixenegócio, Kixempresa, Kixivalor e Kixiagronegócio.


O kixinegócio disponibiliza microcrédito com valores situados entre os 200 mil e os sete milhões de kwanzas, com maturidades que vão dos 12 aos 18 meses, ao passo que o Kixempresas conta com financiamento mínimo de três milhões de kwanzas, tendo um limite máximo de sete milhões.

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