Desporto

José Neto deixa selecção nacional sénior masculina

O seleccionador nacional sénior masculino de basquetebol, José Neto, colocou o lugar à disposição para se dedicar única e exclusivamente ao Petro de Luanda, com o qual tem contrato, depois de qualificar Angola para a 30ª edição do Afrobasket Rwanda'2021.

22/02/2021  Última atualização 21H30
Brasileiro de 44 anos vai agora dedicar-se somente ao Petro de Luanda clube que o contratou © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
Em declarações ao Jornal de Angola, após o desembarque, proveniente de Yaoundé, palco da segunda e última janela FIBA, o brasileiro defende que a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) deve encontrar alguém que possa trabalhar integralmente com os hendecacampeões.   

"Deixei o meu cargo à disposição. A FAB tem de procurar alguém para desenvolver um projecto de longo prazo. Daqui em diante, vamos ver se posso ajudar. Tenho um contrato com o Petro de Luanda e vou dedicar-me a isso. O meu vínculo era apenas até aqui, mas estou disponível para colaborar de qualquer forma”, sublinhou.  

Pelos anos que leva como treinador profissional, apesar do pouco tempo que está no país, Neto considera que o actual elenco da FAB transmite "credibilidade” e acredita que tem muito a contribuir para a evolução do basquetebol angolano.
"São pessoas comprometidas, focadas e estou muito grato por me terem dado a oportunidade de dirigir Angola nesse apuramento. É importante realçar que a FAB criou as melhores condições, deu o total apoio para que pudéssemos dar o nosso melhor. Isso ficou patente na última partida realizada em Yaoundé”, destacou.  

Sobre a prestação do "cinco nacional” na capital camaronesa, onde foi coadjuvado por Aníbal Moreira e Ricardo Rodrigues, o treinador destacou o facto de não ter alcançado o segundo objectivo: fazer o pleno em três partidas.
No seu entender, a falta de consistência ofensiva ditou o desaire histórico frente ao Quénia no último lance do jogo. Apesar de ter abalado psicologicamente o grupo, o passo seguinte foi mentalizar os jogadores para que os erros semelhantes não voltem a acontecer. Essa foi a palavra chave para a mudança de mentalidade no desafio contra o adversário mais directo.

"O basquetebol tem as suas particularidades. Apesar de ter sido um dia menos bom, por diversas razões, os jogadores correram para conseguir a vitória. No dia seguinte, estavam conscientes de que, no desporto, a última impressão é que conta. Conseguimos fazer isso pela forma como os jogadores deram o máximo para vencer o Senegal com muita dignidade”, esclareceu.    
O técnico de 44 anos revelou que se sentiu honrado pela forma como os atletas dignificaram as cores da bandeira nacional: "Isso me encheu de orgulho e sinto-me regozijado por comandar uma selecção como essa”, concluiu.

A delegação foi recebida pelo presidente de direcção da FAB, José Moniz Silva. Em reacção à posição do líder da equipa técnica, o dirigente mostrou-se sereno e disse: "é momento dos envolvidos na operação Yaoundé descansarem e o órgão reitor vai encontrar a melhor solução no momento oportuno". 

Por outro lado, destacou o espírito de missão cumprida e acredita que a prestação poderia ser diferente com uma melhor preparação. Nesse quesito, destacou a falta de jogos de controlo durante as duas semanas de preparação.
"Os atletas e a equipa técnica fizeram um grande esforço. Há anos que não vencíamos o Senegal. Desse modo, fica relançada a imagem de que Angola é uma potência em África. Estamos num período de transição, com muita malta nova e esta vitória serviu para a nossa afirmação”, analisou Moniz Silva.  

Armindo Pereira

Jornalista

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