Sociedade

Mais de uma tonelada de bens recolhidas no Distrito do Sequele

Mais de uma tonelada de produtos diversos foram recolhidas no Distrito Urbano do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, onde foi realizada a sétima edição de recolha presencial de donativos para acudir as vítimas da seca no Sul de Angola, inserida na campanha solidária denominada “Abraço Solidário. Somos Angola”, uma iniciativa dos órgãos de comunicação social e de empresas das Telecomunicações e Tecnologias e Informação.

08/06/2021  Última atualização 07H00
Donativo vai ajudar a minimizar as dificuldades das vítimas da seca que afectou o Sul do país © Fotografia por: DR
O espaço adjacente à Agência Sequele, da empresa Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola, Economia e Finanças, Jornal dos Desportos, Metropolitano, Planalto, Ventos do Sul e Angoleme, foi o local escolhido para a recepção das doações.Sábado, sob o olhar atento de uma equipa de jornalistas que esteve a recepcionar as doações, com transmissão em directo pela Rádio Nacional de Angola e TV Zimbo, vários moradores e funcionários da urbanização Sequele e empresas emprestaram o seu calor à causa, oferecendo o que podiam.

Arroz, fuba de milho, feijão, massa e óleo alimentar, leite, vinagre, bolachas, sal, chouriço, detergentes (sabão sólido, em pó e lixívia), medicamentos, roupa e calçado constam entre os produtos doados.Muitas crianças, com idades compreendidas entre os três e os 14, algumas na companhia dos pais, e uma empregada de limpeza desta-caram-se entre os doadores, demonstrando o seu espírito solidário.Zenilda Mendes e Zamira Mendes, de cinco e sete anos, foram as primeiras doadoras da campanha no Sequele. Sob o sol intenso, na companhia da mãe, Carla Mendes, as manas ofereceram bens alimentares não perecíveis, depois de terem escutado o grito mobilizador dos jornalistas da Rádio Nacional de Angola.

Luísa Manuel, ex-zungueira, de 29 anos, actualmente empregada de limpeza numa tabacaria, gastou dois mil kwanzas, dos 20 mil do seu salário, para comprar material didáctico (lápis, esferográficas e cadernos), para ajudar os irmãos afectados pela seca no Sul de Angola."É um hábito que comecei a ganhar há três anos na Igreja Pentecostal onde professo”, disse a moradora do bairro Belo Monte, no município de Cacuaco, tendo de seguida apelado às pessoas a doarem o que já não usam. "Sei que estamos em tempos difíceis, eu também passo por isso, mas é mais fácil doar que deitar, porque é pecado”, disse.José Manuel levou uma carrinha cheia de brinquedos, roupa e material didáctico. Com a família, o funcionário público abraçou a causa solidária na sequência dos apelos feitos na transmissão directa pela TV Zimbo. Disse que fez a sua parte como cidadão, pelo que espera que as outras pessoas façam o mesmo.

Saltou à vista o donativo da empresa de suporte logístico à indústria petrolífera Operatec, que ofereceu mais de meia tonelada de produtos diversos. Mateus Gime, representante da empresa, disse que o apoio enquadra-se no âmbito do compromisso de responsabilidade social da mesma, além do supermercado Kibabo e da Igreja Evangélica da Vida Profunda.O administrador do Distrito Urbano do Sequele, Francisco Tchipilica, disse que a circunscrição que gere está aberta para contribuir em situações do género, por ser habitada por pessoas solidárias. "Estamos preocupados com a situação, por isso a solidariedade é neste momento a solução mais viável”.

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