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Manaus: Sobem de tom críticas ao Presidente do Brasil

A Uma imagem de Jair Bolsonaro, acompanhada da palavra "Genocida" e da frase "Vacina já", foi projectada na fachada da sede da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que vai decidir se autoriza o uso de emergência de vacinas contra a Covid-19.

17/01/2021  Última atualização 19H45
© Fotografia por: DR
A situação dramática que os hospitais de Manaus atravessam, sem capacidade para dar resposta ao agravamento da pandemia,  fez subir de tom as críticas ao Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, face à forma como tem gerido a crise pandémica no país e à sua postura de menosprezo relativamente às consequências do coronavírus.


As unidades hospitalares não têm oxigénio suficiente para todos os pacientes com Covid-19, e em muitos casos familiares e amigos têm tentado comprar botijas de oxigénio
Nas últimas noites, em várias cidades, os brasileiros têm batido em panelas em sinal de protesto contra Bolsonaro. Nestas manifestações têm sido repetidos os pedidos para que o Presidente se demita.
Muitos políticos brasileiros também apelam para que Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, abra um processo de ‘impeachment’ contra Bolsonaro.


Mais de mil mortos

O Brasil registou mais de mil mortes por Covid-19 em 24 horas, pelo quinto dia consecutivo, com os óbitos a aproximarem-se dos 210 mil e as infecções a ultrapassarem os 8,4 milhões, segundo dados oficiais.
De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, com 1.050 mortos no último dia, o número de mortes causadas pela Covid-19 atingiu 209.296, quando o país enfrenta uma segunda vaga da pandemia e numa semana em que o sistema de saúde pública em Manaus, a maior cidade da Amazónia brasileira, entrou em colapso.

Desde 9 de Janeiro foram registadas mais de 6.600 mortes no gigante sul-americano, e desde terça-feira, mais de mil morreram diariamente.
Os números confirmam o Brasil como um dos principais epicentros da pandemia no mundo.  É o segundo país com o maior número de mortes, depois dos Estados Unidos, e o terceiro com as pessoas mais infetadas, depois dos EUA e da Índia.

Segundo o relatório oficial, cerca de 7,3 milhões de pacientes recuperaram, o que representa 87,4% do número total de pessoas infectadas.
Mais de 850.000 pessoas estão a receber acompanhamento médico nos hospitais ou em casa após o teste positivo.
O Brasil tem uma taxa de mortalidade de 99,1 mortes e uma incidência de 3.994 pessoas infectadas por 100 mil habitantes.

Segundo dados do Ministério, 13 estados registaram uma subida do número de mortes no sábado, incluindo o Amazonas, que se encontra no pico mais alto da pandemia. Na capital do Estado, Manaus, os hospitais estão sobrelotados e sem oxigénio para tratar os doentes.
Na cidade, o número de mortes em casas aumentou, devido à falta de assistência especializada, e muitos ficaram horas em filas de espera para obter uma botija de oxigénio para cuidar de familiares doentes. 

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