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Milhares de pessoas sem acesso a água

Pelo menos 200 mil pessoas, incluindo 100 mil crianças, continuam sem acesso a água corrente em Goma, Nordeste da República Democrática do Congo (RDC), em consequência da recente erupção do vulcão Nyiragongo, advertiu, ontem, a Unicef citada pela agência AFP.

09/06/2021  Última atualização 05H40
Vulcão causou milhares de deslocados no Nordeste do país © Fotografia por: DR
A lava libertada durante a erupção, a 22 de Maio deste ano, causou 32 mortos, e destruiu, segundo a União Europeia, casas de pelo menos 21 mil pessoas, derreteu as principais condutas de água da cidade e um reservatório de cinco mil metros cúbicos, expondo milhares de habitantes a doenças transmitidas pela água.

"A cólera é particularmente perigosa para os jovens, os idosos e os desnutridos, pelo que um surto pode ter consequências desastrosas para as crianças”, alertou Hye Sung, especialista em situação de emergência do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Duas semanas, a catástrofe natural, o número de distritos da cidade sem abastecimento de água foi reduzido de 12 para quatro, graças à instalação de uma válvula de desvio, e espera-se que apenas dois fiquem sem água quando uma segunda válvula for instalada no final desta semana.

Dos cerca de 450 mil congoleses deslocados pela erupção e actividade sísmica do Nyiragongo, mais de 160 mil já tinham regressado a Goma a 02 de Junho, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Na segunda-feira, o Primeiro-Ministro congolês, Jean-Michel Sama Lukonde, anunciou o regresso gradual de milhares de pessoas deslocadas, para as quais "um hospital militar móvel bem equipado, capaz de prestar cuidados de apoio às estruturas de saúde existentes” será colocado à disposição.

No domingo, o director do Observatório Vulcanológico de Goma, Celestin Kasereka Mahinda, disse à agência espanhola Efe que "não há risco, por enquanto” do Nyiragongo voltar a entrar em erupção, mas os especialistas continuam a "acompanhar de perto a situação”.
O Nyiragongo, um dos vulcões mais activos do mundo, entrou em erupção inesperadamente em 22 de Maio, após meses sem supervisão científica por parte do Observatório devido à falta de fundos, e devastou a periferia de Goma, capital da província do Kivu Norte, localizada a pouco mais de dez quilómetros do vulcão.

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