Desporto

Mundial/Andebol: Guerreiros ensaiam jogo com a congénere tunisina

A Selecção Nacional Sénior Masculina de Andebol faz sábado, um treino correccional, visando o desafio com a similar da Tunísia, segunda-feira, referente à terceira e última jornada do Grupo A, para as classificativas do 25º ao 32º lugar da 27ª edição do Campeonato do Mundo, a decorrer no Egipto.

22/01/2021  Última atualização 20H50
Angolanos afinam as baterias para vencer o jogo com a Tunísia para lavar a honra © Fotografia por: Edições Novembro
Na sessão vespertina, depois da habitual conversa com os jogadores, o técnico José Pereira "Kidó” inicia a preparação da equipa, com aquecimento, abdominais e corridas ligeiras à volta do campo.  Depois centra-se nos trabalhos técnico-tácticos, com maior incidência para os aspectos de jogo, principalmente o ataque, onde a equipa nacional tem cometido inúmeros erros.
 Nos dois últimos jogos com o Japão e Congo Democrático, a Selecção Nacional só não venceu ambas as selecções por falta de pontaria, bem como perda de bolas inexplicavelmente. Em situação de um para a um, os jogadores angolanos rematavam ao lado ou por cima da baliza. 

Daí o interesse de Kidó e adjuntos procurarem rectificar, o que tem contribuído negativamente no desempenho do "sete” nacional. Na parte final dos trabalhos, o seleccionador angolano reparte o grupo de atletas com o objectivo de efectuar um jogo treino, de modo a corrigir as insuficiências da equipa, bem como preparar a estratégia a aplicar no desafio diante da Tunísia. 

Além do treinamento específico, o corpo técnico encarrega-se do trabalho psicológico, com a finalidade de elevar os níveis de confiança do grupo, após os sucessivos desaires com o Qatar, Croácia e Japão na fase regular do Grupo C, e com o Congo Democrático para as classificativas. 

Apesar de anteverem jogo difícil com os tunisinos, os guerreiros esperam quebrar o "enguiço” na maior cimeira do Andebol mundial. Em relação ao panorama clínico da equipa, o grupo esbanja saúde e confiança. O técnico Kidó tem à sua disposição os 20 jogadores convocados para o Campeonato do Mundo, casos de Geovani Muachissengue, Custódio Gouveia e Ariel da Silva (guarda-redes); Cláudio Lopes, Manuel Nascimento, Romé Hebo e Edgar Abreu (centrais); Edvaldo Ferreira, Mário Tati e Ruben José (laterais esquerdos); Adelino Pestana, Elias António e Feliciano Couveiro (laterais direitos); Gabriel Teka, Agnelo Quitongo e Jaroslav Aguiar (pivôs); Cláudio Chicola e Otiniel Pascoal (pontas direitos) e Adilson Maneco e Mayomona Panzo (pontas esquerdos).


Kidó reconhece falhas fatais da equipa
 
Com o semblante carregado de sentimento de culpa, após quatro derrotas seguidas na competição, ao técnico José Pereira "Kidó” faltam palavras para justificar o mau desempenho da equipa nacional no Mundial do Egipto 2021.

"Sinceramente, não sei o que está por detrás desses maus resultados na competição. Não conseguimos ganhar os adversários teoricamente fáceis como o Qatar e Japão, sem esquecer o Congo Democrático. Diante dos congoleses entrámos bem no jogo. Ao intervalo estávamos em vantagem no marcador. No segundo tempo, apesar de entrarmos bem, depois a equipa teve uma quebra. Daí o oponente ganhou confiança, e acabámos por perder o desafio. Temos estado a falhar muito na competição. Quando os resultados não surgem acabámos por ficar tristes. Temos de levantar a cabeça e trabalhar para o jogo com a Tunísia na segunda-feira. Sabemos das dificuldades que iremos encontrar”, disse ao Jornal de Angola visivelmente abatido.

Apesar de faltar um jogo com a Tunísia, o timoneiro angolano considera um fracasso a participação do combinado nacional na prova mundial. "A nossa presença no torneio não tem sido boa, porque até ao momento não conseguimos vencer qualquer partida. Iniciámos bem as partidas, depois baixámos de rendimento. Temos de reconhecer que a nossa participação não agrada a ninguém”, lamentou, adiantando que espera fechar a campanha com vitória diante da Tunísia, apesar de reconhecer o valor da formação magrebina.


António de Brito

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