Opinião

O G-7, o continente africano e a distribuição de vacinas

Editorial

A distribuição de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo vai estar no centro dos debates da próxima reunião do G-7 (grupo de países mais industrializados), a ter lugar este fim-de-semana no Reino Unido.

10/06/2021  Última atualização 04H10
O continente africano, que não produz vacinas para o combate à pandemia da Covid-19, tem esperança de que os países que integram o G-7 (Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Reino Unido) venham a tomar posições que viabilizem a distribuição justa de vacinas pelo mundo.

Boris Johnson, Primeiro-Ministro do Reino Unido, que preside ao G-7, anunciou que vai apelar aos líderes deste bloco para unirem esforços para ajudar a vacinar o mundo inteiro contra a Covid-19 até ao final de 2022.
O director-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Ghebreyesus, afirmou, de forma clara, que "a vacinação desigual é uma ameaça a todas as nações e não apenas às que contam com menos vacinas".

 O director-geral da OMS quis passar a mensagem aos países mais industrializados de que devem começar a perceber que a não partilha de vacinas com outros Estados do mundo sem recursos para as comprar ou sem possibilidade de as produzir pode levar a que o novo coronavírus continue a propagar-se".
Tedros Ghebreyesus disse que deixar muitas nações sem vacinas pode "aumentar a possibilidade de uma variante emergente fazer com que uma vacina seja menos eficaz".

 Que o grupo dos sete países mais industrializados do mundo captem a mensagem do director-geral da OMS e saiam da cimeira com decisões que sejam para concretizar, no interesse de toda a humanidade.
 O que se pretende em África é que haja uma distribuição justa de vacinas e se potencie capacidades de países do continente que estão em condições de as produzir.

Como afirmou Graça Machel, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, "é importante apoiar os países africanos nos investimentos para produzir vacinas, porque não vai ser viável responder a todas as nossas necessidades, hoje e amanhã, se dependermos apenas de vacinas que têm de ser produzidas noutro lugar."

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