Opinião

Os servidores do Estado e o combate à corrupção

O combate à corrupção é assunto que é abordado com muita frequência no país, nos últimos tempos, estando os cidadãos atentos à actuação das instituições vocacionadas para a salvaguarda de bens públicos no sentido de se evitar que o património do Estado seja usado para fins contrários à lei e em prejuízo das comunidades.

23/02/2021  Última atualização 07H52
Muito se tem feito em prol do combate à corrupção com acções judiciais em curso destinadas a acabar com a impunidade e a sancionar os que, no exercício de funções públicas, fizeram mau uso do erário, lesando milhões de angolanos.
 As informações sobre os actos ilegais de servidores públicos têm mostrado a gravidade e a dimensão do saque aos bens do Estado praticado por pessoas que tinham o dever de geri-los bem, no interesse das populações, mas que preferiram usá-los para seu proveito e das suas famílias e amigos.

Os julgamentos em tribunal de servidores públicos, que são acusados de crimes que lesaram o Estado angolano em muitos milhões de dólares, têm permitido aos angolanos perceber como funcionava a criminoso esquema da corrupção no país, ao mais alto nível.
 A pergunta que muitos angolanos fazem agora, depois de passarem a saber desse esquema, dado a conhecer pela imprensa é: como foi possível que deixar que um punhado de indivíduos gananciosos e maldosos se apoderasse da riqueza do pais, mesmo havendo instituições judiciais que deviam actuar para travar crimes económicos?

A experiência amarga da fragilidade das instituições judiciais e de outros órgãos que deviam garantir o bom funcionamento do Estado deve servir-nos de lição para não cometermos os erros do passado.
Tem-se dito que as instituições devem ser fortes, mas importa que estas tenham quadros competentes, honestos e idóneos, para poderem garantir a defesa de um dos mais importantes pilares do Estado democrático de direito: a justiça.

 Os angolanos têm esperança de que a luta contra a corrupção deve continuar a ser uma prioridade do Estado, que se deve constituir numa pessoa de bem, centrada na promoção do bem-estar de todos os cidadãos.
 Que o passado de mau uso dos dinheiros públicos por parte de servidores do Estado não volte a ocorrer no país e que se comece a construir em Angola uma sociedade sã, em que prevaleçam valores como a honestidade, o amor ao próximo e a defesa do interesse da comunidade constituída por todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene.

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