Política

PGR admite complexidade no caso Isabel dos Santos

O procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, justificou, ontem, a morosidade do processo judicial contra a empresária Isabel dos Santos com a sua “complexidade”, além dos condicionalismos impostos pela pandemia da Covid-19.

16/04/2021  Última atualização 08H49
© Fotografia por: DR
Segundo Hélder Pitta Grós, os processos como o de Isabel dos Santos não se investigam em seis meses, nem num ano. "Há aqueles tipos de crimes que, pela sua complexidade, levam muito mais tempo e há alguns que requerem a intervenção da cooperação internacional, autorização de exames e perícias de documentação”, lembrou, em declarações à imprensa, depois de inaugurar o parlatório virtual (sala de viodeoconferência) do Hospital Prisão de São Paulo.

O alto magistrado do Ministério Público refutou, assim, as acusações de Isabel dos Santos, segundo as quais a Justiça angolana não é célere nem justa. Sobre a alegada "conspiração” de que se queixa a empresária, o procurador-geral da República respondeu que aquela era uma opinião dela, sobre a qual não tinha nada a comentar. Sublinhou que "a senhora engenheira Isabel dos Santos é livre de dizer aquilo que achar conveniente para a sua defesa”.

Hélder Pitta Grós apontou, ainda, a pandemia da Covid-19 como outra causa da morosidade do processo que envolve Isabel dos Santos. Lembrou que, desde o ano passado, as instituições do país não trabalham a 100 por cento. "Isso não é só em Angola, mas noutros países há, também, dificuldades no funcionamento das instituições”, referiu, justificando o tempo que dura a investigação. Para o procurador-geral da República, "o mais importante é que o trabalho está ser feito da melhor forma possível.”


Mais 70 procuradores

O procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, pediu, quarta-feira, maior empenho e dedicação aos 70 novos magistrados do Ministério Público, que iniciaram funções.
"Pedimos muita dedicação e sejam dignos. Por isso é que chamamos digno magistrado do Ministério Público. Isto porque devemos exercer a nossa profissão com dignidade. Nós é que temos que dar dignidade à nossa profissão. Sejam humildes e queiram aprender todos os dias. Que saibam utilizar os instrumentos legais, mas sobretudo que saibam que os vossos actos sejam justos”, disse o procurador-geral da República.

Hélder Pitta Grós apelou aos novos magistrados a terem consciência que, a partir da tomada de posse, a vida de cada um deles deixou de ser 100 por cento pessoal e sim partilhada com a instituição que garante a legalidade em Angola.
"Vocês têm uma missão e terão de ter em conta, no vosso projecto de vida, também o projecto de vida da PGR. Deverão, também, ter presente o juramento que acabaram de fazer, porque este juramento não deve ficar como simples palavras que foram ditas por vocês e acabou. Este juramento irá acompanhar-vos no exercício da vossa profissão”, realçou.

O também presidente do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público pediu a todos sacrifícios e espírito positivo pelos locais de trabalho em que vão ser distribuídos nas províncias fora de Luanda.
Manuela Gomes e Gabriel Bunga

 

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