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PM promete “para breve” o fim de acção em Tigray

No domingo, o novo chefe, Berhanu Jula, disse que o Exército etíope tinha “controlado” quatro aldeias em Tigray ocidental, onde está localizada a linha da frente dos combates.

11/11/2020  Última atualização 13H05
O Primeiro-Ministro Abiy Ahmed lançou uma ofensiva em resposta a ataques às © Fotografia por: DR
A operação militar em curso na região etíope de Tigray será "concluída em breve”, disse, na segunda-feira, o Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed, citado pela AFP, esperando tranquilizar os aliados preocupados com a possibilidade de o país caminhar para uma guerra civil.

Abiy lançou uma intervenção nesta região Norte do país a 4 de Novembro, em resposta a alegados ataques a duas bases militares federais pelas forças das autoridades regionais de Tigray, que negaram o envolvimento nestes ataques."As preocupações de que a Etiópia mergulhará no caos são infundadas e resultam de um profundo mau entendimento do nosso contexto”, escreveu Abiy Ahmed na rede social Twitter.

"A nossa operação, como Estado soberano capaz de gerir os seus assuntos internos, terminará em breve, pondo fim à impunidade existente”, acrescentou.A Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF), o partido que dirige a região e dominou o poder na Etiópia durante 30 anos, até Abiy se tornar Primeiro-Ministro em 2018, tem vindo a desafiar a autoridade do Governo federal durante vários meses.Os seus líderes afirmam que têm sido injustamente visados por processos anti-corrupção, afastados de posições de responsabilidade e culpados por todos os males do país. Abiy acusa a TPLF de procurar minar a agenda de reformas em curso no país.A tensão entre o Governo federal etíope e as autoridades regionais em Tigray aumentou consideravelmente desde que a TPLF realizou eleições regionais em Setembro, votação que Addis Abeba considerou "ilegítima”.Na segunda-feira, a TPLF acusou a Força Aérea etíope de bombardear 10 cidades em Tigray e afirmou ter abatido um dos seus aviões. Um alto funcionário militar etíope, o general Mohammed Tessema, disse aos meios de comunicação estatais que a Força Aérea Etíope estava a realizar bombardeamentos sobre "alvos seleccionados” e descreveu o facto de um avião ter sido abatido pela TPLF como "completamente falso”. Combates A comunidade internacional manifestou, nos últimos dias, preocupação pelo facto de o segundo país mais populoso de África (mais de 100 milhões de pessoas) estar a afundar-se num longo conflito entre o poderoso Exército federal e as forças de segurança do Tigray altamente treinadas.
Segundo uma contagem de um repórter da AFP, baseada em testemunhos de fontes médicas e de trabalhadores humanitários, mais de 200 soldados foram feridos e oito mortos no âmbito desta operação.Os cortes da Internet e das redes telefónicas em Tigray tornam extremamente difícil a verificação da situação no terreno, segundo a AFP. Na segunda-feira, foi decidida a dissolução do Parlamento local e a indicação de um novo responsável pelos serviços de segurança.

Desde que chegou ao poder, Abiy Ahmed tem pautado a sua actuação por uma política de inclusão, tentando congregar todas as forças e grupos separatistas envolvendo-os naquilo que denominou de "amplo diálogo nacional”.Um dos seus maiores feitos foi a assinatura da paz com a Eritreia, país com o qual a Etiópia manteve uma guerra de 20 anos e que causou a morte a centenas de milhares de pessoas.

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