Sociedade

PNUD disponibiliza 150 mil dólares para promoção de negócios no Lôvua

Cento e cinquenta mil dólares norte-americanos foram disponibilizados em 2020 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visando a promoção de pequenos negócios no seio dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC) abrigados no município do Lôvua, província da Lunda-Norte, e da comunidade local, com vista a mitigar o impacto negativo provocado pela pandemia da Covid-19.

22/01/2021  Última atualização 14H15
© Fotografia por: Paulo Mulaza| Edições Novembro
Em declarações à imprensa, a coordenadora do projecto e líder da Organização Não-Governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo Para Povo (ADPP) na província, Rosa Spelile Musonza, explicou que a iniciativa inclui a distribuição de kits de roupa usada, bens alimentares para a abertura de cantinas, oficinas mecânicas, padarias, agricultura, pecuária e máquinas de corte e costura. O projecto, que foi lançado oficialmente na passada segunda-feira, no Centro de Assentamento de Refugiados do Lôvua, deve beneficiar 124 pessoas, das 142 receberam formação em empreendedorismo.

Rosa Spelile Musonza assegurou que o projecto financiado pelo PNUD iniciou com a formação de potenciais empreendedores previamente seleccionados. Entretanto, referiu, o lançamento devia acontecer entre os meses de Outubro e Dezembro do ano passado, mas o repatriamento de alguns refugiados para o país de origem atrasou o andamento do processo. Além do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a acção formativa dos pequenos empreendedores, segundo Rosa Spelile Musonza, foi promovida em parceria com o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) e os Serviços Jesuítas aos Refugiados (JRS). Em 2019, por altura do anúncio da iniciativa pelo PNUD, a coordenadora do projecto lembrou que foi feito um mapeamento para eleição dos potenciais beneficiários. Durante o mapeamento, acrescentou, cada um dos beneficiários definiu a área de negócio, tendo as escolhas recaídas para o comércio, agricultura, pecuária, mecânica, corte e costura, entre outros.

"Na segunda-feira, aquando do lançamento do projecto, foram simbolicamente entregues 13 balões de roupa usada e igual quantidade de kits de corte e costura. Nos próximos dias, vão também ser distribuídos os meios das outras áreas de negócio escolhidas pelos empreendedores do projecto, avançou Rosa Spelile Musonza, realçando que o objectivo passa em melhorar a qualidade de vida das pessoas e estabelecer bases para a mitigação do impacto negativo da pandemia da Covid-19.Rosa Spelile Musonza disse também que, a par do programa do PNUD, entre outras acções para criação de meios de subsistência no seio dos refugiados e dos cidadãos angolanos residentes no Lôvua, constam os programas de agricultura familiar e de educação.
Promoção do emprego 

O representante do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) defendeu que as organizações não-governamentais devem ser chamadas a promover accões tendentes à redução do desemprego, sobretudo em tempo de pandemia.Agostinho Muaia afirmou que é preocupação do Governo reduzir o índice de desemprego e garantir renda para as famílias, num período em que as restrições impostas pela pandemia da Covid-19 são cada vez mais evidentes.

Por sua vez, o chefe do Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Lunda-Norte, Chrispus Tebid, reconheceu o papel exemplar e bastante interventivo do Executivo na protecção e promoção dos direitos humanos no Lôvua.

Chrispus Tebid aproveitou a ocasião e agradeceu às autoridades angolanas pelo excelente trabalho e apoio prestado desde o início da emergência, quando, em Março de 2017, os refugiados da RDC escaparam aos conflitos étnicos e políticos na região do Cassai, no seu país de origem."Trata-se de uma iniciativa que vai contribuir significativamente, no desenvolvimento socioeconómico do assentamento e a própria circunscrição do Lôvua. O projecto reforça também a convivência pacífica já existente entre os refugiados e a comunidade anfitriã” realçou.

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