Sociedade

Pré-escolar no Sequele regista fraco movimento

Três dias depois do reinício das actividades no ensino pré-escolar, a única escola primária e as três creches da centralidade do Sequele continuam a registar pouca adesão de crianças às aulas, devido ao receio dos pais e encarregados de educação sobre a existência de condições de biossegurança para a prevenção da Covid-19.

08/04/2021  Última atualização 04H00
© Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
O Jornal de Angola constatou que há atrasos na criação de condições de biossegurança, assim como reduzido número de professores e vigilantes na escola primária Pe Ernesto Rafael e nos três centros infantis.

Das 368 crianças matriculadas na escola primária, apenas metade compareceu no primeiro dia de aulas, sendo 48 no período da manhã e 136 à tarde. O director da escola, Isaac Makemba, explicou que as oito turmas foram divididas em dois grupos, com 24 alunos cada. No período da manhã, acrescentou, as aulas decorrem das 7h às 9h30 e, à tarde, das 10h00 às 12h.  

"Temos seis vigilantes disponíveis, mas é um número muito baixo para cerca de mil crianças no ensino pré-escolar e iniciação”, referiu, assegurando que foram criadas as mínimas condições de biossegurança para a prevenção dos alunos durante o período em que estiverem na escola. "Por isso, apelamos aos pais a enviar os filhos a escola, no sentido de recuperarmos o tempo perdido”, disse.

As creches, por seu lado, estiveram praticamente às moscas. No Centro Infantil Giroflé, a reportagem do Jornal de Angola constatou que apenas três salas estavam abertas, mas com um número reduzido de crianças. Numas havia duas e noutras cinco crianças.

O coordenador do Centro, Paulo Baião, revelou que têm estado a receber muitos pedidos de inscrição para o berçário, "o que não é permitido por lei, devido a pandemia da Covid-19”.   Adiantou que, nesta primeira semana, é permitida a entrada dos pais e encarregados de educação, no sentido de constatarem as condições de biossegurança criadas para o reinício das actividades no ensino pré-escolar.   

O retorno das aulas nesse sub-sistema de ensino (creches e jardins de infância) surge na sequência da reavaliação das medidas de controlo da propagação do vírus da Covid-19, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica do país.   

Em Decreto Presidencial, tornado público a 26 de Março último, o Executivo anunciou que a medida da reabertura abrange os estabelecimentos de ensino público e privado do Sistema Nacional de Ensino, instituições de Estados estrangeiros e escolas internacionais, que funcionam em território angolano. O referido Decreto autoriza, abertura dos refeitórios para uso exclusivos do ensino pré-escolar. 

Kílssia Ferreira

Jornalista

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