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Primeira mulher está prestes a ser executada

Os EUA preparam-se para executar a primeira reclusa do sexo feminino, em 70 anos de história do Governo federal. Lisa Montgomery é a reclusa em causa.

13/01/2021  Última atualização 12H01
Lisa Montgomery, primeira mulher executada em 70 anos © Fotografia por: DR
A mulher, de 52 anos, foi condenada à injecção letal por ter estrangulado uma mulher grávida e lhe ter roubado o bebé do ventre, no Missouri, em 2004. Além de ser a primeira mulher executada em 70 anos, pode também ficar na história como a última, dado que, ao assumir posse como Presidente, Joe Biden já revelou que quer abolir a pena capital no país.

Para muitos, apesar de a culpa de Lisa nunca ter estado em causa, tirar-lhe a vida será um erro. A defesa, saliente-se, alega que o seu comportamento é o resultado do facto de ter sido repetidamente violada, forçada à prostituição infantil e tratada de forma sádica durante toda a vida. Muitos consideram que o seu crime é resultado do facto de ter sido rejeitada pelo Governo, pela família e a sociedade.

Os advogados de Lisa já fizeram um pedido de clemência e pedem ao Presidente Donald Trump que transforme a pena de Montgomery em prisão perpétua. O Governo do Presidente Donald Trump está a acelerar o ritmo das execuções de prisioneiros condenados à morte, anunciando cinco desde a passada semana e até poucos dias antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden.

Se vierem a realizar-se estas cinco execuções terá havido 13 desde Julho, quando o Governo do Presidente Donald Trump re-tomou a concretização das penas de morte, apesar da redução de apoio a este gé-nero de sentença dentro dos partidos Republicano e Democrata. Outro cidadão no corredor da morte é Alfred Bourgeois, de 56 anos, cujos advogados dizem ter um Coeficiente de Inteligência que o coloca na categoria de deficientes mentais, alegando que esse factor o deveria ter tornado inelegível para a pena de morte, segundo a lei federal.

Bourgeois será o décimo preso federal no corredor, desde a retomada das execuções federais sob o Presidente Donald Trump, em Julho, e após um hiato de 17 anos. Os advogados de Bourgeois afirmam que a aparente pressa do Presidente republicano em realizar as execuções antes da tomada de posse de Joe Biden, que é um adversário da pena de morte, privou o seu cliente dos direitos de esgotar as opções legais. Vários tribunais de recurso concluíram que nem as evidências nem a lei criminal sobre a deficiência intelectual apoiam as reivindicações da equipa jurídica de Bourgeois.

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