Sociedade

Redes de distribuição são os próximos desafios

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, disse, durante as visitas guiadas aos novos sistemas de abastecimento de água inaugurados ontem nos municípios do Cuilo, Lubalo e Xá-Mute-ba, que o próximo desafio é o alargamento das redes de distribuição aos bairros não abrangidos.

03/02/2021  Última atualização 11H52
Sistemas de abastecimento inaugurados pelo ministro têm garantia de trinta meses de operação © Fotografia por: Armando Sapalo | Edições Novembro | Dundo
O ministro acredita  que existem ainda muitos aglomerados populacionais nas localidades em que foram colocados novos sistemas que não têm acesso à agua potável, onde, para o efeito, deve ser prestada maior atenção. "O esforço deve ser a extensão das redes de distribuição, pois, as infra-estruturas mais importantes,  como as captações e as estações de tratamento, já foram criadas”,  sublinhou.

João Baptista Borges admitiu que, se no Lucapa  a situação de abastecimento de água  era  difícil, no Chitato havia apenas um e nas  sedes municipais do Cuílo, Lubalo e Xá-Muteba, tais empreendimentos não existiam.
O ministro garantiu que, com a entrada em funcionamento dos novos sistemas, se pode afirmar que houve muitos progressos.
João Bastista Borges reconheceu o que  foi feito ainda não é suficiente, é preciso mais realizações, porque existem ainda muitos  bairros sem água canalizada, nem charafizes.

Outra vertente apontada pelo ministro importante nos progressos assinalados no sector tem a ver  com a criação da Empresa de Águas e Saneamento na Lunda-Norte, que já funciona com um Conselho de Administração nomeado.
A  Empresa de Águas e Saneamento da Lunda-Norte conta com   assistência técnica financiada pelo Banco Mundial, explicou o ministro.

A  empresa está a melhorar o processo de arrecadação de receitas, um factor que o ministro considerou  importante para a garantia  da sustentabilidade da actividade.
"Ouvimos aqui que os números, em termos de receitas, estão a registar melhorias nos primeiros meses deste ano. Os resultados económicos são importantes para a garantia da sustentabilidade e do funcionamento dos sistemas de água”, frisou.

O presidente do Conselho de Administração da Em-presa Pública de Águas e Saneamento da Lunda-Norte, André Camilo, garantiu que ainda este ano  se dar início ao levantamento dos aglomerados populacionais  não abrangidos  no âmbitos dos novos sistemas inaugurados, tendo em  vista a  expansão das redes de distribuição.

Ressaltou que os  sistemas de água, inaugurados ontem no  Cuílo, Lubalo e Xá-Muteba, vão promover o bem-estar das famílias abrangidas.  No Lubalo, o ministro João Baptista Borges  inaugurou um sistema cujo projecto contemplou a construção de uma captação localizada no rio Txifa, com capacidade  de produção de 60 metros cúbicos de água por hora, que deverá beneficiar 7.523 habitantes.

Todos os sistemas de água inaugurados pelo ministro  da Energia e Águastêm garantia de trinta meses de operação e a manutenção dos equipamentos pelo empreiteiro.
A delegação do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, segue hoje para a Lunda-Sul, com o objectivo de avaliar as  infra-estruturas e o funcionamento do sector na região.

O investimento feito na sede municipal do Cuílo, na na Lunda-Norte, esteve também voltado à instalação de um sistema de filtração e  desinfecção, aliada à construção de condutas adutoras entre a captação e os dois  reservatórios  elevados  no bairro Muacanza.
Com uma nova rede de distribuição, foram igualmente feitas 152 ligações domiciliárias, 237 outras por torneiras de quintal   e construídos  13 chafarizes.

Para o município do Lubalo, a população ganhou uma nova captação instalada no rio Luangama, que vai produzir 50 metros cúbicos de água por hora, para  9.580 habitantes.  Foram também erguidas condutas adutoras, dois reservatórios elevados, nova rede de distribuição, incluindo 136 ligações domiciliárias, 204 por torneiras de quintal e instalados 12 chafarizes.
Em Xá-Muteba, onde o ministro terminou a visita  à província da Lunda-Norte, os habitantes da  localidade  ganharam um sistema composto por um centro de captação concebido para produzir 50 metros cúbicos de água por hora.

Armando Sapalo | Dundo

Jornalista

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