Sociedade

Saúde enquadra mais de nove mil profissionais

Um total de 9.472 profissionais de saúde vão ser admitido, até próximo mês, para reforçar as equipas de trabalho que se encontram na linha da frente, no combate à pandemia da Covid-19, anunciou a ministra Sílvia Lutucuta.

21/11/2020  Última atualização 14H05
© Fotografia por: DR
Em entrevista à Televisão Pública de Angola, na quinta-feira, a ministra disse que das 9.472 vagas, 203 estão reservadas para médicos, enfermeiros (4.829), técnicos de diagnóstico (3.894), apoio hospitalar (200) e regime geral (346).
Sílvia Lutucuta esclareceu que não se trata de um novo concurso público, já que as provas realizaram-se em 2019. Na altura, todos os candidatos tiveram notas positivas, mas, por exiguidade de vagas, não puderam ser admitidos."Como a necessidade assim exige, estes candidatos estão a ser enquadrados para servirem as provínciais, olhando, principalmente, para as grandes unidades sanitárias que foram recentemente inauguradas em algumas regiões do país ", frisou a ministra.

De acordo com Sílvia Lutucuta, os 9.472 candidatos juntam-se aos sete mil profissionais já admitidos na primeira fase do concurso, totalizando, assim, as 16 mil vagas que foram disponibilizadas por Decreto Presidencial.A titular da pasta da Saúde informou que os 16 mil candidatos, a serem enquadrados, até próximo mês, fazem deste concurso o maior de todos os tempos que o sector já realizou.

Sílvia Lutucuta recordou que, com a implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), o sector da Saúde vai precisar de recursos humanos e outros factores, como densidade populacional, número de pessoal existente nos diferentes hospitais. "Estes são alguns dos aspectos que concorreram para o recrutamento dos candidatos”, disse.
Questionada sobre a realização de um próximo concurso público num curto espaço de tempo, Sílvia Lutucuta explicou que tudo depende do evoluir da situação económica do país, porque, "para se admitir trabalhadores os recursos financeiros têm de estar disponíveis”."Por conta da pandemia da Covid-19, o país está atravessar um momento difícil, embora a decisão de se admitir mais profissionais para o sector se tenha baseado na situação actual da Covid-19, porque os nossos guerreiros da linha da frente atingiram a exaustão e precisavam de reforço", afirmou a ministra.
Formação especializada
A ministra anunciou, para a primeira semana de Dezembro, a abertura da formação especializada de médicos, dado que o sector precisa de mais cirurgiões anestesistas, instrumentista e outros especialistas."Está, igualmente, a ser preparada a formação especializada para enfermeiros”, disse a ministra para acrescentar que as acções vão começar nos municípios, porque lá temos profissionais expatriados que têm a nobre missão de dar formação especializada em cuidados primários de saúde, pediatria e saúde pública, sendo que, na rede de níveis secundário e terciário, vão ser complementadas com outras formações", assegurou.
Exames falsificados
Em relação a falsificação de resultados de teste da Covid-19, na província do Bié, para cidadãos que queiram viajar, Sílvia Lutucuta repudiou a prática e disse que os cidadãos, ao agirem assim, não estão a proteger as suas vidas muito menos das famílias.
Para desincentivar a prática, alegadamente por falta de testes no Bié , a ministra da Saúde informou que o país recebeu mais testes rápidos que já estão a ser distribuídos por todas as provínciais. Segundo a titular da Saúde, apesar de não os substituir, o teste de RTPCR tem a mesma sensibilidade.
"É um grande avanço e confirma o diagnóstico quer negativo quer positivo”, disse a ministra, para acrescentar que os testes, também, estão reservados maioritariamente para os viajantes. "Estes viajantes podem fazer os testes, tanto no sector público, onde vão pagar uma comparticipação, quanto no privado, onde, se calhar, vão pagar um pouco mais, porque a pressão no público, para testagem, é tão grande que o Ministério da Saúde teve que descentralizar os serviços”, explicou.

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