Sociedade

Sectores do comércio e indústria desrespeitam medidas de prevenção

A Inspecção Geral do Trabalho do Bié acusou, ontem, no Cuito, alguns gestores públicos e privados de abrandarem as medidas de biossegurança.

06/01/2021  Última atualização 08H13
Inspecção Geral do Trabalho no Bié © Fotografia por: DR
Em declarações à Angop, o chefe dos serviços da Inspecção Geral do Trabalho no Bié, António Caquarta,  disse que em muitos locais de trabalho não há aparelhos de medição de temperatura, noutros os funcionários não usam máscaras faciais nem desinfectam  as mãos, o que pode facilitar a propagação do vírus. 

António Caquarta disse que a maior parte das empresas que desrespeitam as medidas de protecção  são do ramo do Comércio, Prestação de Serviço e Indústria.
Explicou que só nos meses de Novembro e Dezembro, período em que mais se verificou o abrandamento das medidas, foram registadas 33 empresas com trabalhadores sem uso de máscaras faciais.

"Alguns trabalhadores possuíam máscaras, mas estavam nos bolsos ou mal colocadas.   A luta contra a Covid-19 é responsabilidade de todos. Os gestores não exigem a higienização das mãos, funcionários deixaram de usar máscaras nas empresas, situação que pode contribuir para o alastramento da doença”, enfatizou.

António Caquarta informou que a IGT intensificou a sensibilização sobre as medidas de prevenção. Se a desobediência continuar, advertiu, serão aplicadas as respectivas multas.

A província do Bié tem registado um aumento de casos positivos de Covid-19.  Nos últimos tempos, tem tido uma média diária de três casos. Até segunda-feira tinha um acumulado de 101 infecções, dos quais 53 activos e 48 recuperados. O porta-voz da Comissão Multissectorial, João Campos, referiu que o aumento de casos da pandemia é resultado de incumprimento das medidas de prevenção.

Gestores reconhecem falha 

Paulo Vicente, gestor da empresa "Maria Multifresco”, vocacionado para venda de produtos perecíveis, reconheceu a falta de vigilância no local, quer em relação aos trabalhadores , quer em relação aos clientes, mas prometeu inverter a situação. "De facto, não temos sido muito exigentes em relação a isso,  mas nenhum cliente será mais atendido se não cumprir com as medidas,  e os funcionários que não obedecerem às medidas serão dispensados", referiu.

Naquele  estabelecimento, a Angop constatou que cerca de 30 pessoas, na  maioria mulheres, não usavam máscara, nem respeitavam o distanciamento físico.
Virgílio Sabino Mateus, proprietário da loja "Sabino Comercial Lda”, no Cuito, que se dedica à venda de bebidas, reconheceu que tem havido incumprimento das medidas de biossegurança.

Na loja, quer o proprietário, quer os trabalhadores  e clientes não usavam a máscara, num autêntico desrespeito às orientações das autoridades sanitárias relativamente à propagação do vírus.
O proprietário foi ousado em afirmar que "o mais importante é o dinheiro".

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