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Sistema de iluminação começa a ser erguido

A falta de iluminação pública na comuna da Calenga, no município da Caála, província do Huambo, pode ser ultrapassada na primeira quinzena de Agosto do corrente ano, na sequência da colocação, na semana finda, da primeira pedra para a construção de um sistema de fornecimento de energia, no quadro do programa de melhoria e aumento da oferta de serviços sociais básicos à população.

22/02/2021  Última atualização 06H00
Estão em curso várias acções para melhorar a qualidade de vida da população da região © Fotografia por: DR
A governadora da província do Huambo, Lotti Nolika, que colocou a primeira pedra, realçou que a construção do sistema, além de abastecer a rede de iluminação pública, vai permitir o aumento da capacidade energética, para o funcionamento às pequenas indústrias e escolas no período nocturno, o que reduzirá o número de alunos sem acesso ao ensino.
Os habitantes da comuna da Calenga estão privados de energia eléctrica da rede pública desde 2014 e os grupos geradores encontrarem-se em estado obsoleto.

A governadora mostrou-se optimista quanto à conclusão da empreitada,  que alargará o fornecimento de energia a mais de 200 consumidores.
Na construção do  novo sistema de iluminação pública, segundo explicações técnicas do director provincial da Empresa Nacional de Electricidade no Huambo, José Cunha, consta a montagem de seis postos de transformação de electricidade, na sede comunal  do Lépi. O fornecimento será assegurado a partir da Subestação Eléctrica  do Dango, através da linha da Barragem de Laúca.

José Cunha garantiu estarem criadas as condições para o arranque dos trabalhos e que a empresa gestora de energia na província está empenhada em concluir as obras nos prazos previstos. Acrescentou que o novo sistema terá seis postos de transformação e 250 megawatts.  


População aplaude

A construção e entrada em funcionamento de um novo sistema de energia será, para o padre da Igreja Católica  na comuna da Calenga,  Evaristo Vinhanga, "um ganho imensurável” para o quotidiano das populações que estão há sete anos "sem beneficiar de luz nas residências”, obrigando muitos a usar geradores para a conservação dos produtos.   
Domingas Capuma, empreendedora na região, há dez anos, e  presidente da Cooperativa Terra-Nova, contou que, por causa da falta de energia eléctrica e de água, da rede pública, muitos empresários não investem na comuna da Calenga.

"Calenga está assim, com poucas coisas para oferecer aos visitantes, por falta de energia e água da rede pública. Como é que os  empresários e homens fortes de negócios vão apostar numa zona sem água e energia?”, questionou-se.
A comuna da Calenga, no município da Caála, é habitada por mais de dez mil habitantes.
A ausência de escolas, centros e postos de saúde, acesso aos fertilizantes e meios de trabalho agrícola, que permitam aumentar as áreas de produção, são as principais dificuldades da população da comuna da Calenga, que dista a 37 quilómetros da sede da província do Huambo.

Justino Victorino / Huambo

Jornalista

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