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Soyo assinala 47º aniversário

Soyo assinalou, ontem, 47 anos desde que ascendeu à categoria de cidade. Devido à pandemia da Covid-19, a efeméride não foi comemorada, este ano, de forma efusiva pelos mussorongos (subgrupo étnico kikongo, aborígene da região), que, apesar de todas as adversidades enfrentadas no dia-a-dia, nutrem enorme orgulho pela sua terra.

06/04/2021  Última atualização 06H42
O ponto mais alto das celebrações foi a realização de um culto ecuménico no campo multiusos do Colégio "Manuel Dembi”, onde membros da sociedade civil, responsáveis de distintas instituições públicas, com destaque para o administrador municipal, José Mendes Belo, juntaram-se para orar a favor da prosperidade socioeconómica da região. O programa de actividades, elaborado pela administração local, incluiu, também, visitas a projectos de impacto social em curso na localidade.

Mais do que um município, Soyo afigura-se como um gigante no contexto económico do país, fruto da existência, em seu solo, de vários recursos minerais, com destaque para o crude. Mas as potencialidades da região não se resumem apenas à exploração petrolífera. O município, que foi a "porta de entrada” dos colonizadores portugueses em solo pátrio, aquando do seu desembarque em 1482 na Ponta do Padrão (foz do rio Zaire), comandados pelo navegador Diogo Cão, possui também outras valências naturais, entre as quais encantos e recantos propícios para a prática do turismo, que continuam a carecer de investimentos, capazes de criar um cenário de maior atracção.

A região do "ouro negro”, outrora baptizada pelos portugueses com o nome de Santo António do Zaire, beneficiou da graciosidade da mãe natureza, ao dispor de um panorama paisagístico invejável. A exuberância das suas praias deixa qualquer visitante deslumbrado. As praias de Quinfuquena, Quifuma, Quivanda, Tómbe, Sereia e dos Pobres, além de tantos outros encantos e recantos, fazem do Soyo um destino predilecto de muitos turistas nacionais e estrangeiros.

Os munícipes defendem a reabilitação das vias de acesso às distintas localidades do interior do município, que se encontram em estado avançado de degradação, para facilitar, não apenas a prática do turismo, mas também a circulação de pessoas e bens, criando, deste modo, condições para a atracção de investidores capazes de alavancar o desenvolvimento económico da região.

Habitantes dizem terem sido registados, nos últimos anos, alguns avanços no domínio socioeconómico, mas reconhecem haver muito trabalho pela frente, pelo que apelam a quem de direito no sentido de trabalhar com afinco, para garantir os serviços sociais básicos às populações.

"Houve melhorias em alguns sectores, como é o caso do fornecimento de energia eléctrica. O mesmo não se pode dizer do abastecimento de água potável. Em muitos bairros periféricos, a água potável continua a ser a principal dificuldade das populações, por isso apelamos às autoridades para que construam, com urgência, uma nova estação de captação e tratamento de água aqui no Soyo”, disse um munícipe.

Uma fonte ligada à Administração Municipal do Soyo disse ao Jornal de Angola que a construção de uma nova estação de captação e tratamento de água faz parte do leque de projectos em carteira, tendentes à melhoria das condições sociais básicas da população da região.

Victor Mayala | Soyo

Jornalista

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