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TCUL: Direcção e parte do sindicato falam em greve ilegal

A direcção da TCUL e alguns membros do Sindicato dos trabalhadores, incluindo o coordenador, consideram ilegal a greve decretada por alguns membros desde segunda-feira (26) e apelam ao retorno imediato ao trabalho.

27/04/2021  Última atualização 18H02
© Fotografia por: DR

De acordo com o presidente do Conselho de Administração, Pedro Pereira, a paralisação não foi comunicada à direcção da empresa e foi convocada por um trabalhador que já havia sido despedido, por questões disciplinares, e reintegrado na empresa pela actual direcção.

Em declarações à imprensa, Pedro Pereira acusa o funcionário em causa de ter criado um grupo para, a todo o custo, reestruturar o sindicato existente, numa altura em que a direcção e o órgão sindical mantinham contactos regulares para a solução de vários problemas dos trabalhadores.

Apesar de alguns funcionário terem regressado ao trabalho, alguns ainda insistem na paralisação. Num comunicado, o presidente do Conselho de Administração declina quaquer responsabilidade legal, relativamente aos trabalhadores que continuam em greve. Sublinha que, no dia 19 deste mês, teve uma reunião com o grupo de trabalhadores supostamente filiados na CGSILA, na qual ficou acordado em responder as reivindicações no prazo de cinco dias úteis, o que veio a acontecer. 

O coordenador do sindicato dos trabalhadores da TCUL, João Lourenço João, reprova a atitude do colega, afirmando que o diálogo fraterno sempre existiu com a actual direcção da empresa e que o consenso era de que não devia haver suspensão jurídico-laboral.

João Lourenço indica que o colega em causa furtou-se de comparecer a uma reunião com a direcção e demais membros do sindicato, mediada pela Inspecção Geral do Trabalho, o que pressupõe má-fé. Sublinha, igualmente que a paralisação "não obedeceu à lei sindical, nem a Lei Geral do Trabalho” e que o colega é recorrente em criar instabilidade.

O sindicalista realça que muitas situações que no passado resultavam em greves constantes foram ultrapassadas graças ao diálogo permanente com a actual direcção que, desde 2018, altura que entrou em funções, deixou de haver atrasos salariais e, mesmo no período de pandemia, o subsídio de alimentação continuou a ser pagão na totalidade.

Uma das reivindicações dos trabalhadores tem a ver com o qualificador ocupacional, adiado desde 2013, mas que a actual direcção da TCUL garante pôr em funcionamento em breve. O presidente do Conselho de Administração diz também estar para breve a actualização dos salários dos trabalhadores. O facto, segundo Pedro Pereira, já foi discutido com os membros do sindicato dos trabalhadores.

Principal operadora de transportes públicos do país, a TCUL sai à rua, todos os dias, em Luanda, com entre 125 e 130 autocarros e transporta, em média, 175 mil passageiros, por dia, além das rotas inter-municipais e os serviços expresso. Quase metade da frota opera a Avenida Deolinda Rodrigues, das mais movimentadas da província.

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